MPPE descobre mais de 14 mil servidores estaduais e municipais recebendo auxílio emergencial sem direito ao mesmo

Em Pernambuco, 14.170 servidores estaduais e municipais, entre ativos e inativos, receberam, de forma indevida, o auxílio emergencial liberado pelo governo federal durante a pandemia. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Inteligência do Ministério Público (Nimppe), essas pessoas, mesmo sem ter direito, constam na base de dados.

De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a estimativa é de que R$ 9.965.400 tenham sido pagos de forma irregular a esses trabalhadores. Os servidores públicos que receberam o dinheiro mesmo sem ter direito constavam nas folhas de pagamento do poder público no mês de abril.

O levantamento foi feito a partir de um cruzamento de dados entre as folhas de pagamento e o banco de dados dos contemplados pelo auxílio. O Ministério Público informou, ainda, que este ainda é um levantamento preliminar, que, posteriormente, será disponibilizado aos promotores de Justiça de cada município.

Esses promotores, então, serão responsáveis por dar andamento às apurações, com o auxílio do Gaeco e do Nimppe. O MPPE afirmou, ainda, que as pessoas identificadas podem ter sido vítimas de fraudadores, que usaram seus dados, ou o próprio servidor pode ter cometido a irregularidade.

Petrolina, no Sertão, e Saloá, Pesqueira e Garanhuns, no Agreste, são as que têm o maior número de servidores que, mesmo sem direito, receberam o auxílio irregular. Também foi constatado que, em 155 municípios pernambucanos, pelo menos um servidor recebeu auxílio emergencial.

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