Pode faltar gasolina em Pernambuco a partir de segunda

IMG_1308A greve dos trabalhadores da BR Distribuidora, na próxima semana, pode atrapalhar o abastecimento de combustíveis no Estado. No Terminal de Suape (Teape), onde se localizam pontos de abastecimento da BR, Shell, Ipiranga, Esso e Texaco, cerca de 80 trabalhadores pretendem suspender 70% das operações a partir das 0h de segunda-feira (15).

A paralisação é contra a privatização da BR Distribuidora, anunciada pela Petrobras dentro do seu Plano de Desinvestimento. O movimento acontece em vários estados e não tem data para acabar. Em Pernambuco, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo (Sintramico), Valmir Falcão, assegura que a paralisação da base de abastecimento em Suape vai prejudicar a distribuição de combustíveis, não somente na rede de postos Petrobras, como também para as outras empresas privadas co-proprietárias do Teape, de onde os caminhões partem para abastecer os postos. “Vamos atender apenas demandas prioritárias como os hospitais”, definiu Falcão.

O empresário da EcoDistribuidora, Rafael Coelho, teme o desabastecimento caso a greve ultrapasse a segunda-feira. “A BR estendeu o horário de abastecimento no sábado, mas podemos ter problemas com o alongamento da paralisação porque o carregamento em Suape representa 70% do volume movimentado pelas grandes distribuidoras no Estado – Petrobras, Shell e Ipiranga”, esclareceu, acrescentando ain­da a possibilidade de aumento de preços em um cenário de alongamento da greve.

Indagado sobre o risco de desabastecimento, o presidente do Sindicombustíveis-PE, Alfredo Pinheiro Ramos disse, inicialmente, estar preocupado com a situação “que poderia causar um verdadeiro caos”. Mais tarde, voltou atrás e afastou o risco de falta de combustível. “Não vai haver impacto porque as operações de abastecimento são independentes”, assegurou. Ele também descartou variações de preço.

Um possível desabastecimento em Pernambuco também impacta outros estados, como a Paraíba e Alagoas. Isso porque, com a redução da periodicidade de entrega de combustíveis nos portos de Cabedelo (PB) e Maceió (AL), Suape se tornou um dos principais pontos de abastecimento dessas localidades.

O presidente do Sindicato dos Combustíveis da Paraíba, Omar Aristides, disse não estar a par da greve, mas avaliou que uma paralisação no Teape pode levar ao “desabastecimento do estado”. A reportagem não obteve contato com o sindicato de Ala­goas. A BR Distribuidora não emitiu posicionamento até o encerramento desta edição. (Da Folha de PE)

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