Alta de ICMS encarece medicamentos em 12 Estados

droga_9gXxrVlA necessidade de os governos estaduais reforçarem o caixa em tempo de crise está custando caro a pacientes de quatro regiões do País. Desde o fim do ano passado, 12 Estados aumentaram o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre medicamentos, com impacto médio de 1,2% sobre os preços.

De acordo com levantamento da Interfarma, associação que reúne 55 laboratórios em todo o País, a alíquota passou de 17% para 18% nos seguintes Estados: Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. O imposto subiu de 17% para 17,5% em Rondônia e de 19% para 20% no Rio de Janeiro, que cobra o maior ICMS do País sobre medicamentos.

Segundo a entidade, a carga tributária média sobre os medicamentos no Brasil corresponde a 34% do preço total, uma das mais altas do mundo. A alta do ICMS, de acordo com a Interfarma, resulta em redução de descontos nas farmácias porque a indústria farmacêutica está sendo impactada por outros custos que não foram totalmente repassados em 2015, como a alta do dólar e da energia elétrica.

Para o diretor de Acesso da Interfarma, o consumidor é punido duplamente, tanto ao comprar o medicamento como ao pagar imposto mais alto que não necessariamente é aplicado em saúde. “No caso do Farmácia Popular, que é um programa muito bem-sucedido, o governo federal gasta quase R$ 3 bilhões por ano com programa, mas paga, em média, 18% de ICMS para o Estado, que não abriram mão do imposto. Quase R$ 600 milhões por ano vão para o tesouro dos Estados, mas não voltam à saúde”, diz. (Da Agência Brasil)

Queimadas atingem linhas de transmissão, e 12 Estados têm falhas de energia

celtins2011_039_jpgDoze Estados do Norte e Nordeste tiveram falhas no fornecimento de energia elétrica nessa terça-feira (30) por conta de queimadas de grande porte que atingiram linhas de transmissão dos subsistemas Norte e Nordeste do SIN (Sistema Interligado Nacional), localizados no Tocantins. Os subsistemas se desligaram às 12h14 e voltaram a operar em conjunto às 13h07. O funcionamento foi totalmente recomposto às 13h40.

As falhas deixaram instável o sistema de fornecimento de energia elétrica dos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Não há relatos de problemas ocorridos em hospitais por conta da falta de energia elétrica.

Queimadas

Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o fogo provocou o desligamento do circuito 3 da linha de transmissão de 500 kV, localizada entre as cidades de Miracema do Tocantins e Colina do Tocantins, operada pela Intesa (Integração Transmissora de Energia). O problema foi registrado às 12h14, quando a linha de transmissão de energia elétrica se desligou e o sistema não conseguiu seu religamento automático.

Em seguida, às 12h49, os circuitos 1 e 2 da mesma linha de transmissão, pertencentes à Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A) e  à Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A), respectivamente, assim como a linha de transmissão em 500 kV Rio das Éguas – Bom Jesus da Lapa II, da Taesa, também se desligaram ao serem atingidos pelas queimadas.

“Em consequência da queda da frequência, houve o desligamento automático de cerca de 2.300 MW de geração, sendo 1.700 MW relativos a usinas térmicas e 600 MW a eólicas, nas regiões Norte e Nordeste. A correta atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga promoveu cortes de carga para reequilibrar geração e demanda”, explicou o ONS.

A interligação entre os dois sistemas foi recomposta às 13h07, com o religamento do circuito 2 da linha Miracema – Colinas. Em seguida, foram religados os circuitos 1 e 3. Às 13h21, foi religada a linha de transmissão Rio das Éguas – Bom Jesus da Lapa II. Às 13h40, todo o processo de recomposição das cargas já estava encerrado.

Os dois sistemas foram interligados às 13h07, com o religamento do circuito 2. Depois foram religados os circuitos 1 e 3. Às 13h21, foi religada a linha de transmissão Rio das Éguas – Bom Jesus da Lapa II. O funcionamento dos sistemas foram totalmente recompostos às 13h40.

Com o desligamento das linhas, houve a interrupção de cerca de 3.500 MW de carga, sendo 2.700 MW na região Nordeste (26 % da carga total dessa região no momento) e de cerca de 800 MW na região Norte (14% da carga total da região no momento), segundo informou o sistema de supervisão do ONS. (Do UOL Notícias)