Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e, no 2º turno, tem 58% contra 31%, aponta Datafolha

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (09) aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a sua vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas intenções de voto para as eleições de 2022.

Lula lidera nos dois cenários avaliados pela pesquisa. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. foram ouvidas 2.074 pessoas entre os dias 07 e 08 de julho, de forma presencial.

Nos dois cenários, Lula aparece com 46% das intenções de voto, contra 25% de Bolsonaro. Veja as duas simulações de intenção de voto para primeiro turno: uma com o governador de SP, João Doria (PSDB-SP); a outra com o governador do RS, Eduardo Leite (PSDB-RS):

CENÁRIO A
Lula (PT): 46%
Jair Bolsonaro (sem partido): 25%
Ciro Gomes (PDT): 8%
João Doria (PSDB): 5%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 4%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe: 2%

CENÁRIO B
Lula (PT): 46%
Jair Bolsonaro (sem partido): 25%
Ciro Gomes (PDT): 9%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 5%
Eduardo Leite (PSDB): 3%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe: 2%

Nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, Lula venceria Bolsonaro com 58%; o presidente aparece com 31%; brancos e nulos somam 10%, e 1% não soube responder.

Índice de rejeição

Bolsonaro lidera os índices de rejeição entre os possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022. Os entrevistados poderiam optar por mais de uma opção:

Bolsonaro: 59%
Lula: 37%
Doria: 37%
Ciro: 31%
Mandetta: 23%
Eduardo Leite: 21%
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
Não sabe: 1%

Vitória de Bolsonaro em 1° turno ainda dependeria da queda de rivais, aponta Datafolha

Foto: reprodução

Jair Bolsonaro (PSL) voltou a abrir distância em relação a seus adversários na nova pesquisa do Datafolha, mas ainda não se aproximou de uma vitória em primeiro turno. Por enquanto, o cenário é considerado improvável, mas pode mudar na reta final e dependerá da resistência dos outros candidatos.

O presidenciável do PSL atingiu 38% dos votos válidos. Para chegar a 50% e fechar a disputa no domingo (7), Bolsonaro precisaria esvaziar o eleitorado de seus rivais. Até agora, os adversários do deputado mantiveram trajetória relativamente estável. 

Nos últimos dias, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e os demais continuaram nos mesmos patamares ou tiveram apenas variações negativas dentro da margem de erro.

Nas pesquisas anteriores, as maiores quedas foram observadas para Ciro Marina. Quem mais se beneficiou, porém, foi Haddad -embora o candidato do PSL tenha atraído uma fatia do eleitor antipetista de Marina.

Para atingir a marca que lhe daria a vitória antecipada, Bolsonaro precisaria receber até domingo uma transfusão de votos considerada grande, equivalente a 12 pontos percentuais entre os votos válidos.

Isso seria possível, por exemplo, se todos os eleitores de Marina, Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos) se transferissem para o deputado do PSL. Bolsonaro depende dessa migração porque a taxa de votos brancos e nulos já caiu para 8% (próximo do patamar histórico) e há apenas 5% de indecisos disponíveis.

Uma mudança de cenário com essa intensidade ainda é classificada como “muito improvável” por Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, mas não pode ser descartado. As próximas pesquisas apontarão se Bolsonaro conseguirá atrair eleitores dos demais candidatos.

Em votos totais (incluindo brancos, nulos e indecisos), Bolsonaro aparece com 32% na pesquisa mais recente. Paulino aponta que um candidato precisaria de 43% a 45%, considerado o índice histórico de votos em branco e nulos próximo de 10%. As únicas eleições presidenciais do atual período democrático com vitórias em primeiro turno foram as de 1994 e 1998.

Naquelas disputas, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu com 44% e 43% dos votos totais, respectivamente. Vale destacar, porém, que as taxas de brancos e nulos nas duas corridas beirou os 20%. Nas eleições seguintes, os índices registrados ficaram sempre em torno de 10%.

Marcia Cavallari, CEO do Ibope, afirma que é necessário aguardar as próximas pesquisas para observar um movimento simultâneo dos demais candidatos ou a manutenção de seus índices. Ela argumenta, porém, que essa tendência não surgiu até agora.

“Seria preciso um esvaziamento de todos os candidatos, no Brasil inteiro. Em um país com essas dimensões, não bastaria um movimento concentrado em uma cidade só, como ocorreu com João Doria em São Paulo em 2016. Em uma capital, a informação corre muito mais rápido e permite movimentos assim”, diz Cavallari.

A última pesquisa do Datafolha foi realizada com 3.240 eleitores em 225 municípios brasileiros nesta terça-feira (2). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-03147/2018. (Folha PE)

Situação do Brasil piorou para 72% dos brasileiros, aponta Datafolha

Foto: reprodução

Voltada para o momento de volatilidade cambial e ainda ligada aos reexos da recente paralisação dos caminhoneiros, uma Pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (11), apontou que 72% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do Brasil piorou nos últimos meses. O estudo ainda apontou que apenas 6% dos entrevistados declararam acreditar que houve uma melhora no cenário.

A mesma pesquisa foi apresentada no ultimo mês de abril, onde 52% haviam citado sobre a deterioração do cenário econômico. O que mostra a diferença de 20 pontos percentuais em relação a amostra divulgada nesta segunda.

Segundo o instituto, 69% dos entrevistados dizem que a greve dos caminhoneiros trouxe mais prejuízos do que benefícios para a população. 20% apontaram o inverso.

O Datafolha ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos (Via JC Online)