Tarifa de energia cai em dezembro, mas bandeira continua vermelha

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta segunda-feira (27) o acionamento do primeiro patamar da bandeira tarifária vermelha para dezembro, com acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (KWh) consumidos, depois de dois meses com o acionamento da bandeira vermelha no patamar 2. O acionamento do patamar 1 foi possível devido à uma “pequena evolução na situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas em relação ao mês anterior”, de acordo com a Aneel.

Considerando o preço de liquidação das diferenças (PLD, preço referência das operações do mercado à vista de energia) desta semana, de R$ 208/MWh em todo o país, havia a possibilidade de acionamento da bandeira verde em dezembro, se as regras anteriores ainda estivessem em vigor.

Até outubro, as bandeiras tarifárias eram acionadas de acordo com o custo máximo de operação do sistema (CMO), que é semelhante ao PLD. A bandeira era verde até o custo de R$ 221,28/MWh.

Desde 24 de outubro, porém, a Aneel propôs uma alteração na metodologia das bandeiras, a fim de que o mecanismo também incorpore a situação dos reservatórios das usinas.

A proposta de mudança ainda está em audiência pública, mas as mudanças já estão em vigor desde novembro. (Valor Econômico)

Bandeira deve ficar vermelha em outubro e taxa extra na conta de luz subir a R$ 3,50

A estiagem e a necessidade de uso mais intenso das termelétricas vão pressionar as tarifas de energia a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (29) que a bandeira tarifária vai passar para vermelha patamar 2, o mais caro previsto, e a taxa extra cobrada nas contas de luz vai subir em outubro para R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.

Seria a primeira vez desde 2015, quando o sistema de bandeiras foi criado, que a taxa extra de R$ 3,50 seria cobrada. No mês de setembro, vigorou a bandeira amarela, que aplica uma taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.

O sistema de bandeiras tarifárias começou a vigorar em janeiro de 2015 e foi criado para sinalizar aos consumidores o custo da produção de energia no país. O objetivo é permitir que os consumidores adotem medidas de economia para evitar que suas contas de luz fiquem mais caras nos momentos em que esse custo está em alta.

A cor verde indica que o custo é baixo. A amarela, que ele subiu um pouco. A vermelha, patamar 1, que está alto. E a vermelha, patamar 2, que está muito alto. (Estadão)

Bandeira tarifária na conta de luz passa de vermelha para amarela em setembro

A bandeira tarifária para o mês de setembro será amarela, com acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 quilowats-hora (kwh) consumidos na conta de luz. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que determinou a mudança da bandeira de vermelha para amarela foi a melhora das condições hidrológicas nas regiões Sul e Sudeste.

Em agosto, a bandeira tarifária em vigor é a vermelha patamar 1, com acréscimo de R$ 3 a cada 100 kwh consumidos. Segundo o relatório do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação é de R$ 411,92/megawatts/hora, o que determinou a redução da bandeira vermelha para a amarela.

Custo de acionamento das usinas termelétricas

A cor da bandeira tarifária depende do custo de acionamento das usinas termelétricas. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido. (Da Agência Brasil)