Bolsonaro diz que negocia PEC para zerar impostos e reduzir preços de combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta, 20, que negocia com o Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita reduzir o preço de combustíveis. A redução seria feita através de uma mudança em alíquotas de impostos que incidem sobre gasolinadiesel e etanol.

“Nós temos uma Proposta de Emenda à Constituição, que está sendo negociada com a Câmara e com o Senado, para nós diminuirmos, ou melhor, podermos ter a possibilidade de praticamente zerar os impostos dos combustíveis, PIS e Cofins. Então, é uma possibilidade”, disse o presidente, durante uma live nas redes sociais. A arrecadação federal sofreria um impacto de R$ 50 bilhões, enquanto os consumidores veriam o preço cair entre R$0,18 e R$0,20 por litro.

O preço dos combustíveis se tornou alvo do Congresso e dos governos federal e estaduais após sucessivos aumentos em 2021. Na última segunda, 17, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que pretende pautar no início de fevereiro o projeto de lei que define um valor fixo do ICMS — imposto estadual — sobre os combustíveis. Em nota, Pacheco informou que a proposta vai ser submetida ao Colégio de Líderes no início dos trabalhos no Senado. O anúncio ocorreu um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticar o Senado pela falta de avanços da medida aprovada pelos deputados no ano passado. Os governadores haviam decidido acabar com o congelamento da base de cálculo do ICMS, medida que haviam tomado em outubro de 2021 para ajudar a evitar aumentos ainda maiores dos preços dos combustíveis. De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), a medida não resolve o problema dos aumentos e ainda causa desequilíbrio aos Estados e municípios.

Mãe de Bolsonaro morre aos 94 anos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) informou, há pouco, a morte de sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, aos 94 anos. Em uma agenda de governo no Suriname, onde discute cooperação econômica, o chefe do Executivo disse que está retornando ao Brasil.

“Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade. Nesse momento me preparo para retornar ao Brasil”, escreveu o presidente em sua conta oficial no Twitter.

Desde a última segunda-feira, Olinda Bolsonaro estava internada no Hospital São José, em Registro, no interior de São Paulo.

Pesquisa Quaest/Genial: Lula tem 45%, Bolsonaro, 23% e Moro, 9%

pesquisa Quaest/Genial de intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 divulgada nesta quarta-feira (12) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 45%, contra 23% do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

No terceiro lugar, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) aparece com 9% das intenções de voto, à frente de Ciro Gomes (PDT), com 5%. Completam a lista o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%, e a senadora Simone Tebet (MDB), com 1%. O senador Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe d’Ávila (Novo) aparecem com 0%.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas presencialmente nas 27 unidades da Federação entre os dias 6 e 9 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95% (se 100 pesquisas fossem realizadas, 95 apresentariam os mesmos resultados dentro da margem de erro). A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-00075/2022.

Intenção de voto para presidente no primeiro turno

  • Lula (PT) – 45%
  • Bolsonaro (PL) – 23%
  • Moro (Podemos) – 9%
  • Ciro Gomes (PDT) – 5%
  • João Doria (PSDB) – 3%
  • Simone Tebet (MDB) – 1%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – 0%
  • Felipe d’Ávila (Novo) – 0%
  • Branco/nulo/não vai votar – 8%
  • Indecisos – 4%

Segundo turno

Na pesquisa Quaest/Genial, Lula lidera todos os cenários de intenção de voto para segundo turno. Moro e Ciro Gomes venceriam Bolsonaro nos cenários sem o candidato do PT.

Cenário 1

  • Lula (PT) – 54%
  • Bolsonaro (PL) 30%
  • Branco/nulo/não vai votar – 13%
  • Indecisos – 3%

Cenário 2

  • Lula (PT) – 50%
  • Moro (Podemos) 30%
  • Branco/nulo/não vai votar – 16%
  • Indecisos – 3%

Cenário 3

  • Lula (PT) – 52%
  • Ciro Gomes (PDT) – 21%
  • Branco/nulo/não vai votar – 23%
  • Indecisos – 4%

Cenário 4

  • Lula (PT) – 55%
  • João Doria (PSDB) – 15%
  • Branco/nulo/não vai votar – 26%
  • Indecisos – 3%

Cenário 5

  • Lula (PT) – 57%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – 14%
  • Branco/nulo/não vai votar – 25%
  • Indecisos – 4%

Cenário 6

  • Sergio Moro (Podemos) 36%
  • Bolsonaro (PL) 30%
  • Branco/nulo/não vai votar – 30%
  • Indecisos – 4%

Cenário 7

  • Ciro Gomes (PDT) 39%
  • Bolsonaro (PL) 32%
  • Branco/nulo/não vai votar – 25%
  • Indecisos – 4%

Pesquisa espontânea

Na metodologia da pesquisa espontânea para o primeiro turno, Lula também lidera, seguido por Bolsonaro.

  • Lula (PT) – 27%
  • Bolsonaro (PL) – 16%
  • Moro (Podemos) 1%
  • Ciro Gomes (PDT) – 1%
  • Indecisos – 52%
  • Branco/nulo/não pretende votar – 3%

Gripe e Covid provocam falta de remédios e insumos em PE: ‘situação é grave’, diz presidente de conselho de secretários de saúde

Por causa associação da epidemia de gripe e da pandemia de Covid-19, municípios pernambucanos alertam para a falta de remédios e insumos básicos. Segundo o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Consems), o médico Edson de Souza, em algumas cidades não há mais dipirona, soro e Tamiflu, antiviral usado em doentes com Influenza. “A situação é grave”, disse.

Nesta sexta (7), representantes do conselho e prefeitos participaram de uma reunião com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Gestores municipais pediram que o estado reveja os protocolos e restrinja eventos grandes, como as festas de carnaval privadas.

Esta semana, o Recife suspendeu os festejos de rua e disse que pode fazer carnaval fora de época ainda em 2022. Olinda, Jaboatão dos Guararapes Ipojuca, no Grande Recife, e Bezerros, no Agreste, cancelaram a festa.

No encontro de gestores, realizado por videoconferência nesta sexta, foram discutidas medidas para enfrentar a saturação na rede de saúde.

Governo adota plano para reduzir preço do milho

O Governo Federal sancionou a Lei 14.293/22, que institui o Programa de Venda em Balcão e promove o acesso de pequenos criadores de animais ao estoque público de milho. A medida beneficia avicultores e pequenos criadores que poderão comprar o grão a preço mais competitivo.

A ação atende as solicitações do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), que trabalhou junto ao Ministério da Agricultura e à Presidência da República para reduzir o preço do produto e recebeu a demanda dos avicultores e criadores de São Bento do Una através da ex-prefeita Débora Almeida. O parlamentar protagonizou reuniões sobre o assunto com autoridades federais e é autor dos ofícios 162/21 e 166/21 com o pleito.

“Tivemos uma agenda intensa de trabalho para conseguirmos milho com o preço mais competitivo. A redução do custo do grão para o pequeno criador, que é um dos principais itens da ração animal, pode aliviar o preço de toda a cadeia produtiva, como ovos, por exemplo, que é uma importante proteína na mesa dos brasileiros. Cerca de 80% do custo do ovo, por exemplo, é da ração animal” afirmou Eduardo da Fonte.

Poderão comprar milho no ProVB os pequenos criadores de animais e aquicultores que tenham a declaração de aptidão no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com cadastro e regularidade na Conab.

Veja as votações de Haddad, Bolsonaro e Ciro para o município de Ouricuri

Foto: reprodução

Fernando Haddad (PT), Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) foram os três candidatos à presidente com maior número de votos nessas eleições de 2018. No cenário geral, Bolsonaro obteve 46%, o equivalente a 49.275.358 votos válidos. Haddad, o segundo colocado 29%, o equivalente a 31.341.839 votos válidos. O terceiro colocado, Ciro, somou 13.344.074 votos válidos, um percentual de 12%.

Na cidade de Ouricuri, no Sertão Pernambucano, o petista foi majoritário com 23.812 votos (76,14%). Na segunda colocação tivemos Ciro Gomes com 3.555 votos (11,37%). Jair Bolsonaro somou 3.041 votos (9,27%).

Foto: reprodução / G1

Da redação do Blog do Cariri Filho

Datafolha: Lula tem 31%, Bolsonaro, 15%, e Marina 10% das intenções de voto

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à Presidência da República, é o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada deste domingo. Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados, na pesquisa divulgada hoje, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de votos no cenário mais favorável entre nove pesquisados.

Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolha traçou 9 cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%.

No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D’Ávila (PCdoB) com 3%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 13% e não sabem 3%.

Nos outros seis cenários, sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro e Marina Silva aparecerem tecnicamente empatados. O deputado federal lidera com 17% e a ex-ministra oscila entre 15% e 16%.

Em todos os cenários sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), que oscila entre 9% e 10%.

Já o presidente Michel Temer (MDB), que revelou o desejo de concorrer à reeleição, aparece na mostra com apenas 2% das intenções de voto e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que deixou o PSD e migrou para o MDB, não passa de 1% das intenções de voto.

Na ausência de Lula como candidato do PT, o ex-prefeito Fernando Haddad registra 2% das intenções de voto e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner tem 1%. Outros candidatos de esquerda que poderiam substituir Lula também registram desempenho pífio na atual pesquisa. Manuela D’Ávila (PCdoB) atinge 2% e Guilherme Boulos (PSOL) chega a apenas 1%. Saiba mais: Datafolha: 2/3 dos eleitores de Lula diz que votará em quem ele apoiar 

A nova pesquisa Datafolha, que foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

Bolsonaro foi maquiado de baton e brincos em São Paulo

Um outdoor instalado na sexta-feira (22) com a imagem de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) amanheceu neste domingo (24) pichado, com o rosto do deputado maquiado de azul e rosa, brincos e boca com batom vermelho. Além de uma parte rasgada, abaixo da principal frase da propaganda – ‘É melhor JAIR se acostumando’ – picharam “Filho da ditadura”.

A propaganda foi financiada por meio de vaquinha por um grupo de Facebook e Whatsapp do município de São Carlos-SP, com aproximadamente 1,8 mil pessoas que apoiam a candidatura do deputado.

De acordo com o jornal Folha de São Carlos, os participantes contribuíram com quantias que equivaliam de R$ 10 a R$ 100 reais para financiar a peça publicitária que custou R$ 600 reais.

Os ativistas disseram que mobilizam para instalar mais outdoores, fazer carreatas e levar Bolsonaro em 2018 a São Carlos e Araraquara.  (BR 247)

Arrependido, Bolsonaro corrige fala sobre ‘carta branca’ para PM matar

Depois de repercutir com um discurso feito no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, nessa quinta-feira (14), no qual disse que daria “carta branca para a polícia matar”, o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) voltou atrás da declaração polêmica. O deputado disse, nesta sexta-feira (15), que a autorização seria apenas para o policial “não morrer”.

Tentando recuar, o deputado diz “Eu não quero dar carta branca pro policial matar, eu quero dar carta branca pro policial não morrer. E, se para não morrer, tem de matar, que faça seu serviço”.

O deputado ainda disse, em entrevista a uma rádio do interior do Amazonas, que não dá para conciliar combate à violência com o respeito aos direitos humanos. Ele afirmou que “não dá para fazer política de combate à violência, de segurança pública, tendo ao lado direitos humanos. Ou achar que todo mundo deve ser tratado igualmente mesmo quando está fazendo a coisa errada.”

Bolsonaro, candidato à Presidência da República, sempre viraliza nas redes sociais por conta dos seus discursos polêmicos. Nessa quinta-feira, o deputado falou por 20 minutos em cima de um trio elétrico no aeroporto de Manaus, onde 500 apoiadores o aguardavam. Além de dizer que daria “carta branca para policial matar”, ele disse que “policial que não atira em quem atira nele não é policial”. (Do JC Online)

Bolsonaro afirma que dará “carta branca” para militares matarem em serviço

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou na manhã desta quinta-feira (14) a um grupo de pessoas que o acompanharam em uma carreata após sua chegada no aeroporto de Manaus que dará carta branca para Policiais Militares (PMs) matarem em serviço. Ele estava na cidade para receber uma homenagem de alunos de escolas públicas e dar uma palestra sobre as potencialidades da Amazônia.

Durante o discurso, o pré-candidato à Presidência disse que irá lutar pelo excludente de ilicitude para militares no trabalho. Segundo a proposta, o policial irá responder por eventuais danos provocados por uso de armas de fogo, mas não será punido. Vamos ouvir.

Nós vamos brigar pelo excludente de ilicitude. O policial militar em ação responde, mas não tem punição. Se alguém disser que quero dar carta branca para policial militar matar, eu respondo: quero sim. O policial que não atira em ninguém e atiram nele não é policial. Temos a obrigação de dar retaguarda jurídica a esses bravos homens que defendem nossa vida e patrimônio em todo Brasil”, declarou Bolsonaro.

O excludente de ilicitude está previsto no artigo 22 do Código Penal, e é uma forma legal de tirar de um processo judicial o caráter criminoso de determinada conduta. Um exemplo disto é quando uma pessoa é absolvida de um crime de homicídio com a argumentação de que matou em legítima defesa. (Brasil 247)