Caso Miguel: advogados pedem à Justiça anulação de depoimento feito sem a presença de representantes da mãe de garoto

Advogados de Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel Santana, de 5 anos, que morreu após cair de uma altura de 35 metros em um prédio de luxo, no Recife, pediram a anulação do depoimento de uma testemunha. Segundo eles, a ouvida foi feita sem a presença dos representantes legais da família da vítima.

A morte do menino ocorreu no dia 2 de junho de 2020, no Centro do Recife. Quando o garoto caiu do 9º andar do edifício, estava sob os cuidados da ex-patroa de Mirtes, a ex-primeira-dama de Tamandaré, Sarí Corte Real. Mirtes tinha saído para passear com a cadela dos ex-patrões.

Segundo os representantes legais de Mirtes, a testemunha foi convocada pela defesa de Sari Corte Real. Esse procedimento faz parte do processo de homicídio culposo pela morte do menino.

Essa testemunha, segundo os advogados que ajudam a mãe do garoto, seria ouvida na Comarca de Tracunhaém, na Zona da Mata Norte do estado. No entanto, ela acabou prestando depoimento sem o conhecimento dos representantes da família do menino.

No pedido, feito ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na segunda (3), os assistentes de acusação que representam Mirtes afirmam que a ausência de intimação é um fato que gera nulidade processual.

O advogado Rodrigo Almendra afirmou que é direito dela, representada por meio de seus advogados, realizar perguntas para as testemunhas do caso.

Miguel Otávio de Santana, de 5 anos, morreu no dia 2 de junho de 2020 ao cair do nono andar de um condomínio de luxo no bairro de São José, no Centro do Recife.

Filho da doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, que saiu para passear com a cadela dos patrões, o menino ficou sob os cuidados de Sari Corte Real, ex-patroa de sua mãe e ex-primeira-dama da cidade de Tamandaré

Imagens de câmeras de segurança mostram o menino entrando no elevador de serviço, e a empregadora da mãe apertando o botão que leva à cobertura. Sozinho, Miguel caiu do 9º andar do prédio e morreu.

No mesmo dia, Sari foi levada para a delegacia e chegou a ser presa em flagrante, mas pagou fiança de R$ 20 mil para responder ao processo em liberdade. Depois de um mês da morte da criança, a Polícia Civil indiciou Sari por abandono de incapaz que resultou em morte. (Do G1 Pernambuco)