Para se reerguer, Odebrecht estuda mudar de nome

tmp_12301-ed.odebrecht_011698383397 A Odebrecht, que percorre a mais grave crise dos últimos 72 anos, tem estratégias para se reerguer, que inclui a substituição do nome do grupo, a redução dos negócios em até 60% e a dispersão da ideia de que errou ao subornar políticos. De todos os planos, a substituição do nome é o mais polemico, pelos riscos escondidos.

O próprio Fernando Henrique Cardoso (FHC), fala em seu livro de memorias que o grupo “tem nome tão ruim”, mas elogia Emílio Odebrecht, presidente do grupo quando o texto foi escrito, em 1995.

Ana Couto, uma das maiores especialistas em marcas do Brasil, disse que “essa estratégia monolítica, é muito arriscada: você fortalece o grupo como um todo, mas quando da um problema, a imagem cai como um castelo de cartas”.

Datafolha: para 32%, corrupção é o principal problema brasileiro

agentes-da-policia-federal-em-acao-de-combate-a-corrupcao-sequencia-de-ePesquisa Datafolha divulgada nesse sábado (16) aponta que, para 32% dos entrevistados, o principal problema no país hoje é a corrupção. Saúde aparece em segundo lugar, com 17%, seguida do desemprego (16%), violência (6) e educação (6). Em dezembro de 2014, após a reeleição de Dilma Roussaff, apenas 9% viam a corrupção como o principal problema.

Índice Datafolha de Confiança aponta também que a avaliação dos entrevistados sobre o Brasil como lugar para se viver e o sentimento de orgulho de ser brasileiro foram os únicos indicadores que apresentaram quedas.

Apesar de se manterem acima da média geral do índice (98 pontos), os dois indicadores desceram às pontuações mais baixas de toda a série histórica: 145 e 138, respectivamente.

Economia

Por outro lado, as expectativas dos brasileiros sobre o futuro da economia do país e em relação à sua situação pessoal apresentaram uma elevação nos últimos meses e atingiram o maior patamar desde dezembro de 2014.

O Índice Datafolha de Confiança registrou 98 pontos, uma alta de 11 pontos em relação a fevereiro. Esta é a melhor pontuação desde o final de 2014, quando chegou a 121 pontos. Este foi o terceiro levantamento consecutivo em que o índice apresentou melhora.

O maior salto, de 34 pontos entre fevereiro e agora, foi em relação à expectativa de avanço da situação econômica do país, que passou de 78 para 112 pontos. Em relação à perspectiva pessoal dos entrevistados, o aumento foi de 17 pontos, passando de 128 para 145.

Pela metodologia do Datafolha, índices acima de 100 são considerados positivos e abaixo disso, negativos. A pesquisa foi realizada nos dias 14 e 15 de julho.

No caso da inflação, a alta foi de 18 pontos (para 40). Em relação ao desemprego, de 17 (para 50). Já em relação ao poder de compra dos entrevistados, a variação foi de 10 pontos, passando a 54. (Do Jornal do Brasil)