Afogados da Ingazeira: 41 crianças receberam vacina errada contra a Covid-19 e estão sendo monitoradas

Quarenta e uma crianças do município de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, com idades entre 6 e 11 anos, receberam a vacina contra a Covid-19 errada. Ao invés da Pfazer pediátrica, indicada pelo Ministério da Saúde para este público, foram aplicadas doses do imunizante da Janssen, destinada a adultos.

As crianças serão observadas pela Secretaria Municipal de Saúde por 30 dias. O caso aconteceu na última terça-feira (5), na Escola Monteiro Lobato. Seis das 41 crianças apresentaram febre, náusea e vômitos.

De acordo com a Prefeitura da cidade, a aplicação errada ocorreu durante a imunização itinerante na unidade de ensino. Uma das crianças apresentou febre alta e precisou ir a um hospital do município, mas já teve alta médica.

Ainda segundo a Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira, a profissional que aplicou as doses erradas da vacina está suspensa de suas atividades até a conclusão do processo administrativo instaurado para investigar o caso.

A Superintendência de Imunizações de Pernambuco foi acionada e orientou que não houve prejuízo no esquema vacinal. As crianças que receberam a segunda dose de Janssen serão consideradas com o esquema completo de vacinação. Já as que receberam a primeira dose de Janssen deverão completar o esquema após 60 dias, com a vacina da Pfizer pediátrica, segundo informou a pasta municipal de saúde da cidade.

Confira a nota da Prefeitura de Afogados da Ingazeira na íntegra:

“A Prefeitura de Afogados da Ingazeira vem a público esclarecer que 41 crianças que receberam as doses de vacina diferente do esquema proposto pelo Ministério da Saúde estão sendo observadas. Neste momento a fase mais aguda da reação já passou e apenas uma criança precisou ir ao hospital por ter tido febre alta. A criança já se encontra em casa.

A Secretaria Municipal de Saúde, em contato com a superintendência de imunizações do Estado de Pernambuco, relatou a ocorrência e ao receber resposta de como prosseguir frente ao caso junto ao Programa Nacional de Imunizações vem a público tranquilizar os familiares, e a população em geral, que as crianças que receberam a 2 dose de Janssen consideram-se com o esquema completo de vacinação. Já as crianças que receberam a 1 dose de Janssen, estas deverão completar o esquema após 60 dias, com a vacina da Pfizer pediátrica.

A orientação recebida pelo Ministério da Saúde, além de organizar o esquema vacinal como explicado acima, é de acompanhar as crianças e tranquilizar os familiares.

Informamos ainda que a profissional que aplicou as vacinas está suspensa de suas atividades até a conclusão do processo administrativo instaurado para investigar o ocorrido. Informamos que a mesma poderá perder a função caso comprovada a imperícia”.

Secretaria Estadual de Saúde fala sobre o caso

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que o Programa Estadual de Imunização de Pernambuco (PNI-PE) foi comunicado sobre o caso e relatou a ocorrência ao Ministério da Saúde (MS).

O PNI-PE deu seguimento a todas as orientações necessárias e condutas a serem realizadas pela secretaria municipal de saúde, que irá monitorar o grupo de crianças por 30 dias“, informou a nota.

A SES-PE ressaltou, ainda, que crianças de 5 a 11 anos devem ser vacinadas com a Pfizer pediátrica e crianças de 6 a 11 anos podem realizar o esquema com vacinas da Coronavac/Butantan, únicas fabricantes liberadas para aplicação no público infantil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Confira a nota da SES-PE na íntegra:

“O Programa Estadual de Imunização de Pernambuco (PNI-PE) informa que já foi comunicado do caso envolvendo 41 crianças que receberam doses incorretas de vacina contra a Covid-19, no município de Afogados da Ingazeira, no sertão do Pajeú. As crianças foram imunizadas com doses da Janssen, fabricante que não está autorizada para aplicação nessa faixa etária.

Após relatar a ocorrência ao Ministério da Saúde (MS) e repassar todas as informações ao órgão federal – que também realiza o acompanhamento dos eventos adversos relacionados à aplicação de vacinas – o PNI-PE deu seguimento a todas as orientações necessárias e condutas a serem realizadas pela secretaria municipal de saúde, que irá monitorar o grupo de crianças por 30 dias.

As crianças que receberam como 2º dose a vacina da Janssen – de forma incorreta – não precisarão realizar nova dosagem e estão com o esquema vacinal completo. Já as crianças que receberam a 1º dose, deverão completar o esquema após 60 dias, com a vacina da Pfizer pediátrica.

O PNI-PE lembra, ainda, que crianças de 5 a 11 anos devem ser vacinadas com a Pfizer pediátrica e crianças de 6 a 11 anos podem realizar o esquema com vacinas da Coronavac/Butantan, únicas fabricantes liberadas para aplicação no público infantil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a vacina contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos exige um intervalo de 15 dias (antes ou depois) entre as demais do calendário de imunizaçã”.o do público infantil

SP nega parada cardíaca de criança por causa de vacina

O governo do Estado de São Paulo negou nesta 5ª feira (20.jan.2022) que a vacina contra a covid-19 causou uma parada cardíaca em uma criança de 10 anos. Segundo a Secretaria de Saúde, a investigação mostrou que a criança possuía uma doença congênita rara, desconhecida pela família até então, que provocou o quadro clínico.

A análise foi feita por 10 especialistas do Centro de Vigilância Epidemiológica. “Não existe relação causal entre a vacinação e quadro clínico apresentado”, disse em nota enviada ao Poder360.

Na noite de 4ª feira (19.jan), a prefeitura de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, anunciou que suspendeu a vacinação infantil contra a covid depois que uma criança de 10 anos sofreu uma parada cardíaca. O caso ocorreu 12 horas depois que ela recebeu a dose pediátrica da Pfizer.

Em nota, a prefeitura afirmou que o estado da criança é estável. Ela foi levada para uma clínica particular, onde foi reanimada, depois foi transferida para um hospital em Botucatu, onde permanece sob observação.