Em pronunciamento de Natal Temer diz, “2017 será o ano em que derrotaremos a crise”

25/04/2016 - Vice- presidente Michel Temer - fotos solo  Michel Temer, Vice-Presidente, fotos solo Foto: ASCOM- VPR

Em seu discurso de Natal, que veiculado na noite deste sábado em cadeia nacional, o presidente Michel Temer defendeu as medidas econômicas tomadas “em pouco mais de cem dias” de governo definitivo e colocou 2017 como o ano em que “derrotaremos a crise”. Sem mesóclises ou formalidades, Temer optou por uma linguagem simples para convencer a população dos benefícios trazidos por mudanças feitas, como a emenda constitucional que congela os gastos públicos por 20 anos e a lei de responsabilidade das estatais.

“Com os esforços que fizemos a inflação caiu e voltou a ficar dentro da meta, o que vai colocar um freio na carestia que você sente no supermercado”, disse o presidente, no discurso. Em outro trecho, destacou que os “brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca”, para afirmar que tem como desafio “desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública”.

Numa referência ao fim do mandato e ano de eleições, Temer disse: “Chegaremos em 2018 preparados e fortes para avançar ainda mais”. Segundo ele, além das medidas já tomadas, é preciso avançar em outras reformas estruturais, como a do ensino médio e da Previdência. “Estamos começando a reforma da Previdência para que sua sagrada aposentadoria esteja garantida agora e no futuro”, declarou.

Temer frisou, ao longo do discurso, que as medidas foram tomadas “em poucos meses” para mudar as estruturas do país num “desafio complexo e árduo, mas indispensável”. Ressaltou que a Saúde, grande preocupação dos brasileiros, terá R$ 8 bilhões a mais no orçamento. Mas foi o único número usado pelo presidente, que optou por um discurso mais emocional, dentro do espírito natalino, do que baseado em dados ou estatísticas. “Que nos deixemos, portanto, guiar pelas virtudes da temperança e da solidariedade”, pediu.

O presidente fez uma homenagem ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que morreu recentemente, apontando que esperança e coragem foram o lema e marca do religioso para dizer que “coragem e sentimento de esperança” não faltarão a ele na condução do país. Pregando a certeza de que o Brasil retomará “desta vez um crescimento sustentável e responsável”, Temer pediu a ajuda de todos para “reconstruir o país”, prometendo que “o próximo Natal será muito melhor que este”.

Paulo Câmara comenta aprovação do impeachment e diz que isso não dará fim à crise

paulo-camara-governador-eleito-de-pernambuco-concedeu-entrevista-ao-uol-em-27nov2014-a-gravacao-ocorreu-no-estudio-do-uol-em-brasilia-1417119353690_956x500Dentro das normas constitucionais e de acordo com o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu dar sequência ao processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. O julgamento final cabe agora ao Senado Federal. Qualquer que seja ele, evidencia-se, mais uma vez, a robustez e o equilíbrio das instituições democráticas nacionais, em um momento de grande crise no País.

Devemos, no entanto, ter ciência que não é algo singelo e confortável o fato de num período de apenas 24 anos tenha existido a necessidade de afastar dois presidentes da República.

Bem antes da decisão deste domingo, sempre defendi o entendimento, o diálogo e a transparência como vias capazes de reunir os que hoje são adversários. Em mais de uma oportunidade, me pronunciei em favor do desarmamento dos espíritos e da construção de pontes, sem as quais não conseguiremos sequer vislumbrar as urgentes saídas a curto prazo.

Caso o Senado Federal decida dar prosseguimento à deliberação da Câmara dos Deputados é essencial, desde já, não alimentarmos a ilusão de que a eventual substituição da Presidente da República significará o fim da crise econômica, social, política e ética.

Em decorrência dos desafios sem precedentes com os quais o Brasil se depara, não há soluções simples e rápidas à frente. Estamos enfrentando a maior recessão dos últimos 86 anos, com o desemprego em números alarmantes, milhões de famílias endividadas e o crescimento da miséria, que demoramos tanto tempo para começar a reverter. Não podemos deixar de ressaltar que as maiores vítimas de todo esse cenário recessivo são os que mais precisam do apoio dos serviços públicos de Saúde, Educação, Segurança e Assistência Social.

Os mais necessitados – que talvez tenham ficado de fora de todo esse enfrentamento exacerbado – são os mais prejudicados pela derrocada acelerada da economia brasileira: perderam empregos, se endividaram e enfrentam um custo de vida, com alta inflação, que há muito não se via no Brasil.

Precisamos reagir à polarização exacerbada e ao radicalismo irresponsável que levam apenas à consolidação dos impasses. É necessário um diálogo em favor do Brasil. Precisamos reunir todos aqueles de boa vontade, todos aqueles comprometidos com o futuro dos brasileiros, em um pacto econômico, social e político que viabilize a reconstrução do País e possibilite a renovação das esperanças nacionais.

Como afirmo e faço desde que assumi o Governo do Estado de Pernambuco, reitero a minha disposição de contribuir para que esse indispensável pacto se efetive, com o apoio do valoroso povo pernambucano.” (Do site Farol de Notícias).

Empresários do Araripe participam de oficina sobre práticas de gestão em tempos de crise

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A Unidade Regional Sertão do Araripe da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), realizou dia 06 de abril a oficina “Gestão Empresarial em tempos de crise” com o consultor Marlon Dantas e a presença de empresários de diversos setores da economia regional que participaram do curso buscando mais conhecimento sobre o mercado para traçar novas estratégias de gestão nas empresas.

As temáticas ligadas à crise econômica têm sido debatidas constantemente nos encontros empresarias em todo o país. O setor procura alternativas para manter a produtividade e assim superar o momento de recessão econômica. Durante a oficina estes e outros assuntos foram abordados pelo consultor Marlon Dantas que trouxe exemplos práticos de como melhorar a gestão das empresas no atual cenário.

Os participantes obtiveram mais conhecimentos sobre análise de mercado e concorrência, planejamento de metas, prospecção de novos mercados, avaliação do tripé custo-tempo-qualidade, obtenção e concessão de crédito e outros.

“Todos estes fatores somados ao conhecimento que cada empresário tem do seu negócio faz com que surjam novas maneiras de gerenciar a empresa durante o período de crise”, destaca Marlon Dantas. Ele também reforça que o momento é propício para criar novas oportunidades e identificar novas maneiras de produzir. “Quem está atento às movimentações de seu mercado percebe que existem oportunidades que antes não eram vistas, e que, podem gerar aumento nas vendas e na produtividade”.

O debate entre os participantes da oficina também gerou novas maneiras de analisar o negócio e o mercado de cada um deles através de sugestões e opiniões dos empresários de diversos setores da economia regional do Araripe como mineração, calcinação e fabricação de pré-moldados do polo gesseiro, panificação, têxtil, gráficas e outros.

Fiepe vai realizar em Araripina oficina sobre gestão empresarial em tempos de crise

FIEPE ARARIPE

Com objetivo de suprir a necessidade de novos conhecimentos para aumentar a produtividade e reduzir os riscos das indústrias do Araripe, a Fiepe realizará no dia 16 de março a oficina “Gestão Empresarial em tempos de crise”, na Unidade Regional do Araripe, localizada em Araripina. O curso abre o calendário de capacitações da Unidade Regional da Fiepe, que ao longo do ano contribuirão para a inovação e desenvolvimento das indústrias na região.

A oficina terá duração de oito horas e vai desenvolver temas que são primordiais para o gerenciamento eficiente das empresas, abordando itens como: analisar o mercado e a concorrência; abrir novos mercados, planejar e estabelecer metas, analisar processos administrativos e operacionais, avaliar o tripé custo-tempo-qualidade, analisar a oferta e necessidade de crédito, reduzir a carga tributária e outros aspectos que fazem parte do dia a dia dos gestores.