“Governadores que quiserem recursos terão que ajudar a aprovar reforma da Previdência”, diz ministro Marun

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta terça-feira (26) que governadores interessados em receber recursos federais e obter financiamentos junto a bancos públicos terão de ajudar o Palácio do Planalto a aprovar a reforma da Previdência Social.

Marun deu a declaração após ser questionado sobre nota publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” segundo a qual o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), afirmou que o governo federal pretende liberar empréstimos junto à Caixa depois da votação da reforma.

O objetivo do presidente Michel Temer era aprovar as mudanças na Previdência ainda neste ano, mas, como não houve consenso entre os partidos da base aliada, a análise da proposta ficou para fevereiro do ano que vem.

Responsável pela articulação política do Planalto, o ministro defendeu o uso dos financiamentos concedidos pela Caixa Econômica, pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como forma de o governo conseguir votos a favor da reforma.

Na avaliação de Marun, os financiamentos dos três bancos públicos são “ações de governo” e, por isso, podem ser incluídos na discussão sobre a proposta.

Nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”, declarou. (Do G1)

Armando Neto diz que, se Lula estiver com Paulo Câmara em 2018, não terá como votar nele

O senador Armando Monteiro Neto, do PTB, disse, na Rádio Jornal, que se o PT fizer uma aliança com o PSB ele não terá como estar ao lado do ex-presidente, nas eleições de 2018, como ocorreu nas eleições passadas.

“A política é um fato local. Se o ex-presidente Lula estiver ao lado do governador Paulo Câmara em 2018, não terei como votar nele nas próximas eleições”, afirmou, demarcando os palanques das próximas eleições.

No debate com Geraldo Freire, Armando Monteiro disse que o senador Fernando Bezerra Coelho foi mal interpretado, nesta semana, ao falar que seria candidato. Ele disse que FBC colocou seu nome à disposição dos partidos de oposição, como acontece com ele próprio, Mendonça Filho e Bruno Araújo.

Na prática, o senador, que já esteve no palanque do PT, contra os socialistas, busca uma vacina contra as críticas que já recebe dos petistas, pelo interior. Uma das críticas é de que votou a favor da reforma trabalhista, supostamente ‘contra o interesse dos trabalhadores’. (Por JC Online)

Lula a Huck: ‘adoraria disputar com alguém com logotipo da Globo na testa’

Além de provocar Luciano Huck, Lula diz que estão tentando emplacar na campanha presidencial 2018 o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.

Indagado sobre o atual governo, Lula reiterou que considera o presidente Michel Temer (PMDB) fraco.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã desta quinta-feira, 23, que não vê possibilidade de não disputar a Presidência da República nas eleições gerais de 2018. E provocou o apresentador de TV Luciano Huck (sem partido), destacando que tudo o que mais deseja na vida é “disputar (a cadeira presidencial) com alguém com o logotipo da Globo na testa”.

Em entrevista à Rádio 730 AM de Goiás, na manhã desta quinta, Lula disse não acreditar em candidaturas outsiders (candidato de fora do cenário político) e que gostaria de ver “o que eles querem para o Brasil”. “Ainda não discutimos candidatura, mas a minha disposição é ser candidato e fazer o povo voltar a andar de cabeça erguida. Quem salvou o Brasil uma vez, pode salvar o Brasil de novo”, emendou. (Brasil 247)

“Sou candidato a governador e vou ganhar a eleição”, diz FBC

O senador Fernando Bezerra Coelho informa à coluna que após demorada reflexão sobre o cenário político estadual para 2018, decidiu: “Sou candidato a governador e vou derrotar esse governo (Paulo Câmara) por muitos votos”. Foi a primeira vez nos últimos 60 dias que o senador assumiu-se claramente como candidato ao Palácio do Campo das Princesas, sem embargo do diálogo mantido com outras forças políticas da Oposição a exemplo do senador Armando Monteiro, do ministro Mendonça Filho e do ex-ministro Bruno Araújo. Ele nota disposição em Armando no sentido de concorrer pela segunda vez ao Governo do Estado, percebe Mendonça na expectativa de compor a chapa de Alckmin como representante do DEM na região Nordeste e vê interesse em Bruno Araújo no sentido de disputar uma vaga de senador. Por esse motivo, pretende repetir a mesma estratégia utilizada por Eduardo Campos em 2006: pé na estrada para chegar ao ano da eleição tendo visitado praticamente todos os municípios pernambucanos. O senador se convenceu de que a eleição será em dois turnos e que os finalistas serão ele e Paulo Câmara. No segundo turno, que será nova eleição, o processo se encarregaria de reunir todos contra o governador – de Marília Arraes a Antonio Campos, de Armando Monteiro a Bruno Araújo, de Mendonça Filho a Humberto Costa, passando ainda por Raul Jungmann, Elias Gomes, João Lyra Neto, Sílvio Costa, Joaquim Francisco e Priscila Krause.

Vitória política

Questionado sobre a disputa político-jurídica com Jarbas Vasconcelos pelo controle do PMDB estadual, Fernando Bezerra Coelho respondeu: “Nossa defesa está bem encaminhada, mas politicamente isso já está resolvido! O partido é nosso. No entanto, mesmo que a gente perca na justiça, a direção nacional irá reunir-se no próximo dia 17/12 e dará a palavra final em nosso favor”.

Conselho > Segundo Fernando Bezerra, Jarbas e Raul Henry alegaram em suas ações que só quem pode intervir em diretórios estaduais é o “conselho político” do PMDB, órgão que nunca se reuniu e que foi extirpado do estatuto do partido em 2014. “Portanto, o estatuto que vai valer é o que a direção nacional disser que vale”.

Parecer > O senador também não tem dúvida de que o parecer do deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) será favorável à dissolução do PMDB Pernambuco, bem como à sua reestruturação sob o comando dele, do filho, Fernandinho, ministro de Temer, e do prefeito Miguel Coelho (Petrolina).

Placar > Fernando Bezerra e o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, já mapearam os votos dos 23 membros da executiva nacional do partido. Na pior das hipóteses, diz ele, 17 dos 23 membros votarão em seu favor para dar uma “nova orientação política” ao PMDB estadual.

O centro > Alckmin inicia hoje por Pernambuco sua caminhada em direção à Presidência da República. Para o Brasil, que atravessa dias turbulentos, é o melhor candidato: experiência comprovada, sensatez, equilíbrio e probidade. Mas a decepção do povo com políticos tradicionais é tanta que eventual eleição de Bolsonaro ou de Luciano Huck seria um desastre, mas não uma surpresa. (Por Inaldo Sampaio)

Diretor da Fetape, Ferrinho, diz que governo estuda cobrar taxa mensalmente de poços em Pernambuco

Em entrevista ao Blog do Cariri Filho e ao Programa Tribuna do Povo na Rádio Cultura FM de Ouricuri na segunda-feira (13), Ferrinho do Sindicato, ele que faz parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município e é diretor de Meio Ambiente da Fetape, afirmou que a APAC está realizando estudos nos municípios pernambucanos com o objetivo de cobrar taxa de todas as águas que estão nas bacias dos rios.

Segundo Ferrinho, barragens e poços artesianos que tenham vasão maior que 3 mil litros e que tenham profundidade maior que 50 metros, que foram ou não construídos pela Codevasf também terão que pagar uma taxa ao governo do estado.

Confira os detalhes no áudio:

Maioria dos eleitores ignora líder religioso ao votar, diz Datafolha

Oito a cada dez brasileiros dizem não levar em consideração, na hora de definir o voto para cargos políticos, a opinião de seu líder religioso, aponta pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira (23) pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Entre os 19% que consideram as recomendações de líderes religiosos, 4% só o fazem se o candidato for também ligado à igreja.

Entre os evangélicos (26%) e os neopentecostais (31%), é mais alto o percentual dos que ouvem sacerdotes para definir seu voto.

No total, só 9% dos entrevistados disseram já ter votado em alguém indicado pela sua igreja.

“Os eleitores estão mais autônomos e seletivos, buscando um voto pragmático que ajude na resolução de seus problemas cotidianos”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

O Datafolha perguntou aos entrevistados ainda se votariam “com certeza”, “talvez” ou “de jeito nenhum” em um presidenciável católico, um evangélico e um ateu.

O cenário mais favorável foi o do católico: 25% votariam nele com certeza, 49% talvez e 16% de jeito nenhum (os 10% restantes vêm de outras respostas, inclusive de quem não quis opinar).

Os índices para o evangélico são, respectivamente: 21%, 46% e 24%.

O ateu levou a pior: só 8% o escolhem com certeza, 33% cogitariam e 52% jamais o elegeriam. Entre neopentecostais, a resistência ao ateu chega a 67%.

A pesquisa apurou ainda que 98% dos brasileiros acreditam em Deus; 32% são evangélicos e, 52%, católicos.

O estudo foi feito nos dias 27 e 28 de setembro, com 2.772 entrevistados de 194 cidades. (Do Valor Econômico)

Lula diz que doará apartamentos e sítio ao MTST se Justiça provar que são seus

Em visita a uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) no ABC, nesse sábado, o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar que os processos a que responde na Justiça são fruto de perseguição política e ironizou as acusações de que seja dono de imóveis não declarados. Em um discurso aos sem-teto da ocupação, Lula disse que se conseguirem provar que o triplex no Guarujá, o apartamento vizinho à sua cobertura em São Bernardo do Campo e o sítio de Atibaia forem seus, ele vai doá-los ao MTST.

“Estejam preparados, porque vocês podem ganhar dois apartamentos e uma chácara. Se conseguirem provar que são meus, serão seus. Pode avisar ao Moro (juiz Sérgio Moro)”, disse Lula sob os aplausos dos sem-teto que acompanhavam seu discurso.

Em apoio à ocupação do MTST, que reúne mais de sete mil famílias, Lula disse que o terreno de cerca de 70 mil m2 em que estão instaladas não estava destinado a cumprir qualquer função social, e o movimento agiu corretamente ao ocupar o local. (O Estadão)

Maia diz que denúncia contra Temer será votada na Câmara até 23 de outubro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (28) que a Casa deverá votar a denúncia contra o presidente Michel Temer em plenário até o próximo dia 23 de outubro.

A votação em plenário é a última etapa de tramitação da denúncia na Câmara, a quem cabe autorizar ou não o STF a decidir, posteriormente, sobre a abertura de um processo criminal contra o presidente.

Além de Temer, são acusados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além de outras seis pessoas sem foro privilegiado – o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud, e os ex-deputados do PMDB Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures. (Estadão)

Fernando Bezerra diz que Temer está colocando o Brasil “nos trilhos”

Apesar de o presidente Michel Temer ter aparecido na última pesquisa do MDA/CNT com menos 4% de avaliação positiva, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) não tem nenhum receio de defendê-lo.

Em discurso, ontem, no Senado ele disse que o presidente da República “está recolocando o Brasil na trajetória do crescimento”, com índices de inflação e juros decrescentes, aumento da produção de grãos, leilões de petróleo e gás, e concessões de portos, aeroportos e rodovias.

“Com essa travessia que estamos fazendo, apesar de todas as dificuldades – crise econômica, política, ética – apesar disso tudo e com o esforço do Congresso Nacional, aprovando uma agenda correta e necessária para o momento em que o país vive, o Brasil começa a respirar, a se animar, a resgatar a sua confiança”, disse o senador pernambucano.

Segundo ele, “o país começa a investir para que possamos ter a volta do emprego, que é tão reclamada por todos os brasileiros, de norte a sul e de leste a oeste”.

Fernando Bezerra trava uma “guerra” em Pernambuco com o deputado Jarbas Vasconcelos pelo controle do PMDB. Jarbas, que era aliado do presidente Michel Temer, votou a favor de que o presidente fosse investigado por corrupção passiva e por isso caiu em desgraça perante o Palácio do Planalto.

Com isso, o senador passou a ser aliado do governo em Pernambuco ao lado dos ministros Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Fernando Filho (PSB) e Raul Jungmann (PPS). Isso o deixa muito à vontade para propagar os avanços obtidos pelo governo até agora no Congresso Nacional.

“Aprovamos o teto para os gastos públicos, a flexibilização das leis do trabalho e a nova Taxa de Juros de Longo Prazo”, disse ele, acrescentando que é preciso “ter diretriz política e agenda política corretas para podermos avançar e colher os frutos que o Brasil já começa a perceber”.

E concluiu: “Isso é bom porque nas eleições gerais do ano que vem nós vamos ter uma eleição menos radicalizada, uma eleição mais aberta ao debate sobre quais os caminhos que o Brasil quer percorrer, sobre que país nós queremos construir, sobre qual o papel da iniciativa privada. Esse vai ser um grande debate”. (Por Inaldo Sampaio)

Paulo Câmara diz que espera contar com PMDB em 2018

Apesar de o PMDB está com um pé dentro da oposição, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou, ontem, que espera contar com o partido no seu palanque em 2018. Atualmente, a legenda está oficialmente na base do governo, mas está prestes a assumir um projeto de oposição por meio das mãos do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB). O grupo dos Coelho e de Jarbas estão em pé de guerra pelo comando do partido.

“Eu acredito que todo esse esforço será reconhecido. Eu não trabalho com outra hipótese a não ser ter o PMDB de Jarbas e Raul em 2018”, disse o governador durante ato de desagravo em favor do deputado Jarbas Vasconcelos e o presidente estadual do PMDB, Raul Henry. A cerimônia vem após aliados do senador FBC ingressarem com um pedido na executiva nacional pedindo a dissolução do partido para Bezerra assumir o comando e liderar um projeto solo ao governo.

Durante o evento, Paulo Câmara demonstrou solidariedade aos aliados e avaliou que a tentativa de dissolver o diretório, o que tiraria o PMDB do palanque do PSB, um equívoco. “Jarbas fundou o PMDB. Trabalhou e dedicou a sua carreira política pela construção do partido. Lutou pela redemocratização, por um País mais justo e essa luta continua. Essa luta de Jarbas não será em vão”, disse ressaltando que o PMDB sob as mãos de Jarbas e Henry tem ajudado a gestão a governar questões desafiadoras.

O governador também rebateu as críticas de que a dissolução vinha pela baixa eficácia eleitoral por parte da atual gestão. Segundo ele, Raul Henry é um grande presidente e fez o partido crescer. “É uma grande injustiça o que está acontecendo”. (Blog da Folha)