Maioria dos eleitores ignora líder religioso ao votar, diz Datafolha

Oito a cada dez brasileiros dizem não levar em consideração, na hora de definir o voto para cargos políticos, a opinião de seu líder religioso, aponta pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira (23) pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Entre os 19% que consideram as recomendações de líderes religiosos, 4% só o fazem se o candidato for também ligado à igreja.

Entre os evangélicos (26%) e os neopentecostais (31%), é mais alto o percentual dos que ouvem sacerdotes para definir seu voto.

No total, só 9% dos entrevistados disseram já ter votado em alguém indicado pela sua igreja.

“Os eleitores estão mais autônomos e seletivos, buscando um voto pragmático que ajude na resolução de seus problemas cotidianos”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

O Datafolha perguntou aos entrevistados ainda se votariam “com certeza”, “talvez” ou “de jeito nenhum” em um presidenciável católico, um evangélico e um ateu.

O cenário mais favorável foi o do católico: 25% votariam nele com certeza, 49% talvez e 16% de jeito nenhum (os 10% restantes vêm de outras respostas, inclusive de quem não quis opinar).

Os índices para o evangélico são, respectivamente: 21%, 46% e 24%.

O ateu levou a pior: só 8% o escolhem com certeza, 33% cogitariam e 52% jamais o elegeriam. Entre neopentecostais, a resistência ao ateu chega a 67%.

A pesquisa apurou ainda que 98% dos brasileiros acreditam em Deus; 32% são evangélicos e, 52%, católicos.

O estudo foi feito nos dias 27 e 28 de setembro, com 2.772 entrevistados de 194 cidades. (Do Valor Econômico)

Pesquisa Uninassau mostra que 14% dos eleitores venderiam seus votos

A um ano das próximas eleições, em um momento em que a corrupção é um dos temas mais discutidos no País, 14% dos 624 entrevistados na pesquisa O Eleitor e suas Visões de Mundo, do Instituto de Pesquisas Uninassau, disseram que trocariam seus votos por um emprego ou por dinheiro. O levantamento, feito em parceria com o JC e com o portal Leia Já, apontou ainda que 74% dos pesquisados não venderiam seus voto por nada, no entanto, 63% dos participantes disseram que conhecem pessoas trocam seus votos no dia da eleição.

“Esses números mostram que há uma parcela dos entrevistados que comercializam seus votos, mas não querem admitir, e que também há aqueles que realmente conhecem pessoas que fazem isso”, avaliou o cientista político Adriano Oliveira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do estudo.

A pesquisa – que investigou a abertura do eleitorado para o novo na política (55% disse que espera mudanças radicais no País e no seu Estado a partir de 2018), sua visão sobre o papel da imprensa na divulgação de casos de corrupção, o perfil dos candidatos em que deseja votar, entre outros pontos -, mostra também que 71,9% dos entrevistados diz não admirar nenhum partido. Em segundo lugar estão aqueles que apreciam o PT (17,8%), seguidos dos admiradores do PSDB (1,9%).

De acordo com Adriano Oliveira, são as bandeiras ideológicas do PT que fazem com que muitas pessoas ainda o admirem. “O PT estar tão na frente do terceiro colocado mesmo envolvido em muitos escândalos se deve à sua agenda de inclusão social e contrária às reformas. Esses temas cativam vários setores, como os funcionários públicos, por exemplo. Essa é a força do PT”, explicou.

Gilmar Mendes diz que estudantes devem respeitar eleitores

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou neste sábado que os manifestantes que ocupam escolas no país não podem desrespeitar o direito dos eleitores. “É legítimo que se façam protestos, mas é preciso também respeitar os direitos que devam ser exercidos (pelos eleitores). É preciso que haja a devida medida e acho que devemos pensar nisso de uma maneira crítica”, disse Mendes, durante cerimônia de verificação dos sistemas de urnas eletrônicas.

Cerca de 700.000 eleitores de quatro Estados (Paraná, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo) terão seus locais de votação alterados por causa das ocupações, que já atingem 1.100 escolas. Os estudantes protestam contra a PEC 241, que impõe um teto aos gastos públicos por 20 anos.

Segundo o ministro, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estão fazendo um esforço extra às vésperas do segundo turno para divulgar a tempo o novo local de votação aos eleitores prejudicados pelos protestos. “Os TREs estão tomando todas as cautelas, agora é um esforço de divulgação para que o eleitor se informe a tempo para poder comparecer. Nós esperamos que isso ocorra de maneira adequada, sem maiores problemas”, disse o presidente do TSE.

Apesar das ocupações, o ministro disse acreditar que segundo turno será mais pacífico do que o primeiro, devido à menor quantidade de cidades e eleitores que vão às urnas. “Tomamos todas as cautelas e redobramos em relação ao Rio de Janeiro, em relação à São Luís (MA), onde tivemos incidentes. E também agora voltamos os olhos para Porto Alegre, onde tivemos ataque a comitê. Estamos tomando todas as medidas junto aos TREs para que não haja nenhum desdobramento negativo”, completou Mendes.

Faltam 5 dias: eleitores não podem ser presos a partir de hoje (27)

5e25285c-daba-403a-8d0a-aca88074c0d2A partir desta terça-feira (27) e até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. A determinação consta do Código Eleitoral (artigo 236).

No entanto, o eleitor poderá ser preso em flagrante delito se arregimentar outros eleitores ou fizer propaganda de boca de urna no dia da eleição. Também constitui crime usar alto-falante e amplificador de som, promover comício ou carreata e divulgar qualquer espécie de propaganda de partido político ou candidato.

O eleitor que for flagrado praticando tais crimes será punido com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de 5 mil a 15 mil UFIR. (Do TSE)