Família de enfermeiro assassinado em Trindade se mobiliza para garantir condenação de assassino

Há 17 anos a família do enfermeiro Antonio Alex Lopes Borges trava uma luta incansável por justiça. Isso porque Antonio foi assassinado a sangue frio, em 2002, aos 27 anos, por Lindneyfe Azarias da Silva. O crime ocorreu em Trindade (PE), Sertão do Araripe, e teria sido motivado por um suposto envolvimento amoroso entre a vítima e a namorada do assassino.

Em entrevista ao Blog, a policial militar Audenice Maria Lopes (irmã de Antonio) contestou essa versão. “A ex-namorada dele disse que nunca teve nada com meu irmão”, contou. Ela lembra que o assassino chegou a se apresentar, na época, à Delegacia de Polícia Civil (PC) de Ouricuri (PE), na mesma região, após se livrar do flagrante. Mas fugiu e foi se esconder em Canaã, cidade de Alagoas.

A família de Antonio, então, conseguiu localizar o acusado, em 2014. Audenice buscou o Fórum de Trindade, mas por um desencontro de informações quanto ao mandado de prisão, Lindneyfe escapou novamente. No último dia 25 de agosto ele foi mais uma vez localizado. Para surpresa dela e dos familiares da vítima, o assassino se encontrava preso em Campinas (SP), desde o último dia 25 de agosto, por ter ameaçado matar passageiros de um ônibus.

Audenice informou ao Blog que Lindneyfe deverá ser recambiado da cidade paulista para Trindade, mas ainda não há previsão de quando isso vai acontecer. Segundo ela, o assassino do seu irmão deverá ser levado a júri popular. Por este motivo, ela faz um apelo para que a justiça seja feita. A família de Antonio teme que o resultado do julgamento não seja aquele esperado. “O crime já tem muito tempo e está esquecido por muita gente. O júri vai ser em Trindade e a gente sabe que lá as pessoas têm medo, e geralmente o júri de Trindade absolve”, desabafa.

Clamor

Audenice afirmou que o acusado já ameaçou outras pessoas na cidade, dizendo que “já matou, e para matar outro era muito fácil”. Mas a família não se abala e pretende sensibilizar a população de Trindade para o lado humano do seu irmão. “Meu irmão era uma pessoa muito boa. Eu desconheço quem não gostava dele”, relata Audenice, sem esconder a emoção. (Por Carlos Britto)