Armando Neto diz que, se Lula estiver com Paulo Câmara em 2018, não terá como votar nele

O senador Armando Monteiro Neto, do PTB, disse, na Rádio Jornal, que se o PT fizer uma aliança com o PSB ele não terá como estar ao lado do ex-presidente, nas eleições de 2018, como ocorreu nas eleições passadas.

“A política é um fato local. Se o ex-presidente Lula estiver ao lado do governador Paulo Câmara em 2018, não terei como votar nele nas próximas eleições”, afirmou, demarcando os palanques das próximas eleições.

No debate com Geraldo Freire, Armando Monteiro disse que o senador Fernando Bezerra Coelho foi mal interpretado, nesta semana, ao falar que seria candidato. Ele disse que FBC colocou seu nome à disposição dos partidos de oposição, como acontece com ele próprio, Mendonça Filho e Bruno Araújo.

Na prática, o senador, que já esteve no palanque do PT, contra os socialistas, busca uma vacina contra as críticas que já recebe dos petistas, pelo interior. Uma das críticas é de que votou a favor da reforma trabalhista, supostamente ‘contra o interesse dos trabalhadores’. (Por JC Online)

‘Nunca roubei nem uma maçã para não envergonhar minha mãe’, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar na sexta-feira (27) integrantes da Operação Lava-Jato e a dizer que não há outra forma de barrar sua vitória em 2018 a não ser pelo voto.

Líder nas pesquisas, Lula e o PT convivem com a dúvida se ele poderá disputar ou se será impedido por uma eventual condenação em segunda instância em um dos processos sobre corrupção de que é alvo.

“Só tem um jeito de eles me barrarem: é ganhar de mim nas eleições de 2018”, disse Lula num palanque armado na praça central de Montes Claros, principal cidade no norte de Minas Gerais. Foi o local onde ele realizou mais um comício no interior do Estado, onde tem feito pré-campanha desde segunda-feira.

Lula chamou de “bando de meninos” os integrantes da Lava-Jato e disse que não vai permitir que eles julguem “a história de um homem de 72 anos” que se dedicou aos mais pobres. Ele fez aniversário hoje.

Num tom desafiante e já corriqueiro, Lula disse que seus acusadores parecem estar acostumados com políticos que diante de qualquer denúncia “enfiam o rabo entre as pernas”.

Sob gritos e aplausos de um público que lotou a praça, ele insistiu na tecla de que é acusado injustamente.

Disse que nunca roubou nem uma maçã quando garoto para não envergonhar sua mãe. “Não é aos 72 anos que eu vou roubar um centavo para envergonhar milhões e milhões de pessoas que confiaram em mim”.

No palanque também estava a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), deputados, lideranças regionais petistas, além de dirigentes da CUT e do MST.

A mensagem dos oradores que o antecederam foi uma só: a de colocar antecipadamente em dúvida as eleições do ano que vem caso Lula seja impedido de disputá-las.

Dilma, afastada do cargo no ano passado pelo processo de impeachment, sintetizou a ideia do partido afirmando que o crucial é “impedir que tenhamos uma eleição fajuta”.

E acrescentou: “Só não será [eleição] de cartas marcadas se o presidente Lula puder concorrer”.

Lula já foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro, decisão que, se confirmada, em segunda instância, poderá torná-lo inelegível.

A viagem por Minas e outras já programadas pelo Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e depois pelo Centro-Oeste são vistas como uma agenda de pré-campanha para consolidar sua candidatura e sua força eleitoral, o que poderia tornar mais difícil uma decisão judicial que venha impedir de ele disputar.

Antes do ato da noite, o ex-presidente se encontrou com o empresário Josué Gomes da Silva, do grupo têxtil Coteminas, fundado por José Alencar, vice-presidente da República em seus dois mandatos.

Lula volta a subir em palanques no fim de semana em cidades do interior de Minas e na segunda-feira encerra seu roteiro num comício em Belo Horizonte.

Caso Gildejânio não volte, Nanias de Santa Rita assume cadeira na Câmara de Ouricuri em novembro

Em entrevista ao blog na última terça-feira (24), a presidente da Câmara Municipal de Ouricuri, Adelucia Clea (PSL), declarou que a licença de 30 dias do vereador Gildejânio Melo (PSD) que foi solicitada e abonada pela Câmara Municipal se encerra no dia 06 de novembro.

A presidente disse ainda que Gildejânio pode solicitar outra licença, mas garantiu que caso ele não volte a frequentar as sessões da Casa Legislativa a partir de 06 de novembro, o vereador Nanias de Santa Rita (PSDB), que é o seu suplente, voltará a ser vereador do município na Casa Rodrigo Castor.

Gildejânio Melo foi preso em 19 de setembro de 2017 acusado de envolvimento com tráfico de droga (maconha) e em 06 de outubro, a Câmara Municipal aprovou um pedido de licença de 30 dias para o mesmo resolver assuntos particulares.

Através de decreto Vaticano proíbe homossexual de ser padre

papa-franciscoUm decreto sobre a formação de sacerdotes publicado nesta quarta-feira pelo Vaticano recorda a exigência de abstinência sexual e a proibição de homossexuais no exercício do sacerdócio.

“A Igreja, respeitando as pessoas envolvidas, não pode admitir no seminário e nem nas ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay”, destaca o documento, publicado nesta quinta-feira pelo Osservatore Romano, diário oficial do Vaticano.

Este novo guia completo, aprovado pelo Papa, atualiza uma versão emitida há 46 anos, mas a não admissão de padres com tendências homossexuais foi tratada pela Igreja Católica em 2005. O documento faz exceção para as “tendências homossexuais que sejam unicamente a expressão de um problema transitório como, por exemplo, uma adolescência ainda não terminada”.