Pastor da cidade de Ipubi é acusado de fazer ‘rachadinha’ com deputado Adalto Santos

O Ministério Público de Pernambuco investiga o deputado estadual Adalto Santos do PSB, por ter supostamente contratado um servidor para seu gabinete e receber parte do salário dele de volta, num procedimento conhecido como “rachadinha”.

De acordo com o inquérito que apura o caso, Adalto Santos teria contratado um funcionário para o seu gabinete que nunca deu expediente na Assembleia Legislativa (Alepe).

O comissionado mora em Ipubi, no Sertão e atua como pastor na cidade. Pelo que consta na denúncia,  ele recebia o salário de R$ 1.916,20 mais uma gratificação de até 120%.

A mulher dele também teria participado do esquema, sendo lotada, primeiro, no gabinete da vereadora do Recife Irmã Aimeé, entre 2013 e 2016, e, depois, no do deputado, em 2017 e 2018. Ainda segundo a denúncia, o esquema era um acerto entre os parlamentares e o pastor Ailton José Alves, que teria patrocinado a campanha dos dois e “administrava direta e indiretamente” os gabinetes dos políticos ligados à Assembleia de Deus em Pernambuco.

Por meio de nota, o deputado estadual Adalto Santos afirmou que não compactua com qualquer tipo de irregularidade em seu gabinete e que está à inteira disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos que sejam necessários. Já o pastor Ailton Alves também disse, por nota, que se mantém à disposição do órgão e que, com a “consciência tranquila de quem serve a Deus há 30 anos, está sereno diante de difamações grosseiras que, da mesma forma que nasceram, sucumbirão”. Já a vereadora Irmã Aimeé declarou que desconhece esse tipo de prática em seu gabinete e que ainda não foi notificada, mantendo-se disponível para esclarecer o que for necessário. (Por Roberto Gonçalves)