Mãe bate no filho que andava roubando na cidade e Conselho Tutelar pede a prisão da senhora

O Conselho Tutelar da cidade de Campestre, no Maranhão, pediu a prisão da senhora Maria de Lourdes, de 66 anos. Segundo o diretor do conselho, Mario Junior de Melo, o motivo seria uma agressão cometida por dona Lourdes ao seu filho de 13 anos com as iniciais M. A. M.

Mario afirmou que  o menor, indefeso, foi agredido com golpes de sinta e foi obrigado a ficar de joelhos por 1 hora como forma de castigo. Ao delegado, Dona Lourdes confessou que havia batido no filho, mas explicou com clareza o motivo.

Ontem cheguei em casa e vi ele com um celular novo. Desconfiei, porque ele não trabalha. Então perguntei onde ele tinha conseguido. Ele disse que achou. Horas depois, um rapaz do mesmo bairro veio atrás do celular, dizendo que ele tinha roubado de dentro de sua casa. Então eu tive que bater nele, pois não é a primeira vez que ele apronta”, Afirmou Maria de Lourdes. (Notícias Brasil Online)

Ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, pede demissão

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, pediu demissão na segunda-feira (13). O partido está rachado sobre ficar ou não no governo.

De manhã, no Rio, o presidente Michel Temer tentou passar a imagem de um governo unido:

Quando vejo nosso ministério, não há uma desintegração sequer no nosso ministério. Há uma unidade absoluta”.

Mas a saída de Bruno Araújo já era certa. Ele ainda participou à tarde ao lado de Michel Temer no Palácio do Planalto do último ato como ministro das Cidades.

Só depois da cerimônia a carta de demissão foi apresentada ao presidente Temer. Bruno Araújo agradeceu a confiança do PSDB, e alegou que já não há mais nele apoio no partido do tamanho que permita seguir nessa tarefa. (Agência Brasil)

Roberta Arraes pede reabertura de agências do Banco do Brasil em municípios do estado

A deputada Roberta Arraes (PSB) esteve na manhã desta quinta-feira (19), em reunião com a Superintendência do Banco do Brasil, para solicitar a reabertura das agências que foram fechadas em doze municípios do estado, entre eles Orocó e Ipubi.

Conforme divulgado pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco, o fechamento dessas agências deve atingir em torno de 100 bancários, lesando também a economia local.

Para Roberta é preciso unir forças com os outros deputados e governo do estado, em busca de soluções para a situação. “A população é a mais prejudicada, pois não tem onde sacar dinheiro, precisa se deslocar para cidades vizinhas, por exemplo. Como deputada estadual, não irei descansar, vamos nos unir para que essas agências sejam reabertas”, afirmou.

Participaram da reunião também, o vereador de Orocó, Ismael Lira, e o Dr. Rodrigo Amando, que já foi candidato a vice-prefeito do município. (Da ascom)

Família carente tem residência destruída por fogo em Ouricuri; mulher pede ajuda para reconstruir seu lar

Um jovem adolescente de 17 anos, ateou fogo na residência onde vivia com seus familiares, irmãos, sobrinhos, mãe e padrasto, na Rua Fabrício Rodrigues da Silva no bairro Santo Antonio em Ouricuri, no Sertão do Araripe. O crime foi praticado por volta das 10h30 do último sábado (14).

Segundo dona Maria do Socorro Calixto da Silva, mãe do menor infrator, o filho chegou a casa com sintomas de embriaguez e de ter usado maconha e praticou o ilícito. “Ele chegou em casa me pedindo um facão, dizendo que iria pra Casa de Reboco, que queria a arma, pois tinha alguém querendo lhe matar, como neguei a arma, ele ateou fogo em colchão que se alastrou por toda a casa”, declarou a mãe.

Maria do Socorro contou a nossa reportagem que, no momento do incêndio, cinco pessoas estavam no interior da residência, incluindo três crianças, mas ninguém ficou ferido. A casa e tudo que continha nela, móveis, utensílios, eletrodomésticos, roupas e documentos foram destruídos pelas chamas.

As pessoas que queiram fazer alguma doação para reconstruir o lar de dona Maria do Socorro, pode procurar a mesma, que está abrigada na casa de um amigo, que fica em frente a casa destruída, na Rua Fabricio Rodrigues da Silva no bairro Santo Antônio em Ouricuri ou no Mercado do Povo, também no Santo Antônio.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia de Ouricuri, através da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) está sendo voluntário nos trabalhos e ajudando na arrecadação das doações para a família. Ajude deixando a sua doação na ótica Canaã, na Rua da Delegacia Civil no centro da cidade ou ligando para (87) 9 9607-4629 (WhatsApp), falar com José Carlos.

MPF diz que Delcídio mentiu em delação e pede absolvição de Lula

 Ministério Público Federal pediu nesta sexta-feira à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa de ambos de obstruir o andamento da Operação Lava Jato por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Os dois eram réus em processo que tramitava em Brasília e no qual o ex-presidente já havia, inclusive, prestado depoimento, em março deste ano. É a primeira vez que o MPF pede a absolvição de Lula em um processo referente à Lava Jato. No processo do tríplex do Guarujá, o juiz Sergio Moro, de Curitiba, absolveu o petista de irregularidade na guarda do acervo presidencial, mas os procuradores haviam pedido sua condenação.

A acusação de tentativa de compra do silêncio de Cerveró havia sido feita pelo ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) em acordo de colaboração premiada que é agora contestado pelo procurador Ivan Cláudio Marx, que, na mesma peça, pediu à Justiça a anulação de todos os benefícios concedidos a ele “por ter mentido sobre fatos que levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas”.  Em nota, o MPF diz que, “se o pedido for aceito, em caso de condenação, o ex-senador poderá ter de cumprir integralmente as penas pelos crimes de obstrução à Justiça e patrocínio infiel” e “também ficará sujeito a responder por falsa imputação de crime”.

Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso, Marx refez a forma como ocorreu o fato que gerou a denúncia: o pagamento de R$ 250 mil para que Cerveró não firmasse acordo de colaboração premiada ou, caso fizesse, protegesse Delcídio, e concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes. “Ao contrário do que afirmou Delcídio – tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça -, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”, diz a nota emitida pelo MPF.

Interesse próprio

De acordo com o MPF, as provas coletadas mostraram que o então senador tinha motivos para tentar evitar que Cerveró firmasse o acordo, sendo que o principal deles era impedir a revelação de que ele (Delcídio) teria recebido 4 milhões de reais da construtora UTC como propina e que o dinheiro teria sido usado em caixa dois em sua campanha ao governo do estado do Mato Grosso em 2006.

Para tanto, e por orientação do advogado Edson Siqueira de Ribeiro Filho, nos primeiros anexos entregues ao MPF, Cerveró informara falsamente que os valores haviam sido destinados à campanha presidencial de Lula naquele ano de 2006. Conforme o MPF, “Delcídio estava agindo apenas em interesse próprio”. “E Cerveró estava sonegando informações no que se refere a Delcídio, e não sobre Lula, a quem inclusive imputava fatos falsos, no intuito de proteger Delcídio”, diz a nota do MPF. (Da Revista Veja)

PT e movimentos sociais entregam pedido de impeachment de Temer

Brasília(DF), 12/05/2016 - Posse dos ministros do governo Michel Temer - Na foto o presidente Michel Temer - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

O PT protocolou nesta quinta-feira, 08, mais um pedido de impeachment do presidente Michel Temer, com base no caso denunciado pelo ex-ministro da Cultural Marcelo Calero. A peça, com 37 páginas, a que teve acesso o Estado, é assinada por 20 pessoas, sendo quatro juristas e o restante representantes de movimentos sociais.

Apoiado por PT e PC do B, o pedido de impeachment se baseia na acusação de que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade ao patrocinar a advocacia administrativa no episódio envolvendo os ex-ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Governo).

“Além de tolerar a conduta ilegal de Geddel Vieira Lima, há fortes indícios de que o presidente da república usou da interveniência de dois outros subordinados para consubstanciar o atendimento a uma solução ao caso, contrária à firme deliberação do ministro titular da pasta responsável pelo tema, Marcelo Calero”, afirma o documento.

De acordo com o pedido de impeachment, a conduta de Michel Temer caracteriza crime de responsabilidade. Na descrição dos fatos, o documento alega que Temer estava ciente da pressão de Geddel sobre Calero, mas não impediu sua atuação. Ao contrário, determinou o encaminhamento do caso à Advocacia Geral da União (AGU).

Na interpretação da assessoria técnica que elaborou o documento, a conduta de Temer permitiu que o interesse privado de Geddel interferisse nas providências a serem adotadas pelo órgão competente, no caso, o Ministério da Cultura.

“A solução proposta de encaminhamento do processo administrativo à Advocacia Geral da União artificializou um conflito de órgãos da administração, travestindo de interesse público um interesse particular de um Ministro de Estado”, diz o documento.

O pedido foi protocolado na Câmara dos Deputados, mas sem a presença do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele, que receberia o requerimento pessoalmente, foi para o Palácio do Planalto e nenhum membro da Mesa Diretora recebeu o pedido de abertura do processo de afastamento.

Sob protestos da oposição e dos movimentos, o pedido foi entregue ao Secretário Geral da Mesa, o servidor Wagner Padilha. “Nenhum deputado teve a dignidade de receber“, criticou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. O grupo esperou por mais de meia hora a chegada de Maia e, insatisfeitos com a espera, transformaram o gabinete da presidência da Câmara em palco de protesto pelo “Fora Temer, Diretas Já”.

O pedido de impeachment é assinado por Alexandre Conceição (MST), Carina Vitral (UNE), Carolina Tokuyo (Fora do Eixo), Carolina Proner (jurista), Clayton (Mídia Ninja), Denildo (Comunidades Negras Rurais Quilombolas), Edson da Silva (Intersindical), Gabriel dos Santos (ANPG), Guilherme Boulos (MTST), Ivanete Oliveira (UNEGRO), Juvelino Strozacke (jurista), Leonardo Yarochevsk (jurista), Luana Pereira (Levante Popular), Lúcia Rincón (UBM), Marcelo Neves (jurista), Raimundo Bonfim (CMP), Sonia Bone (APIB) e Vagner Freitas (CUT).

O primeiro pedido de afastamento após o episódio Geddel foi apresentado pelo PSOL. O requerimento até hoje não foi analisado pela presidência da Câmara.

PSOL registra na Câmara pedido de impeachment de Michel Temer

psol-valenteO Psol protocolou nesta segunda-feira junto à mesa diretora da Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, alegando que ele cometeu crime de responsabilidade no escândalo envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, e Marcelo Calero, da Cultura.

Na opinião do Psol, Temer atentou contra vários artigos da legislação brasileira, desde a Constituição Federal; Lei de Crimes de Responsabilidade ao pressionar Calero, como vem alegando o ex-ministro da Cultura, a intervir a favor da autorização da construção de um edifício em uma área histórica de Salvador, onde Geddel adquiriu um apartamento.

O que ocorreu é que Geddel praticou crime de tráfico de influência e advocacia administrativa. E o seu superior, no caso o presidente da República, ao invés de não só adverti-lo, como demiti-lo e reprimir essa ação, ele foi condescendente com essa ação”, disse o líder do Psol na Câmara, deputado Ivan Valente (SP).

De acordo com Valente, Temer cometeu prevaricação ao “não proceder devidamente quando vê que um subordinado seu está praticando uma penalidade, um crime”. Assim, disse o deputado, Temer feriu os princípios de impessoalidade, moralidade e legalidade previstos no artigo 37 da Constituição. Violou também o artigo 321 do Código de Processo Penal, ao patrocinar interesse privado perante a administração pública, valendo-se de seu cargo.

Ele acusou também o presidente de “atentar contra o patrimônio cultural”.

Calero disse ter gravado conversas telefônicas relatando pressão de colegas para intervir no caso. Em entrevista à TV no domingo ele não quis revelar quem seriam esses colegas, mas em depoimento à Polícia Federal ele afirmou que, além de Geddel, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também atuou para pressioná-lo.

Calero disse que, entre essas conversas, gravou um telefonema do presidente Michel Temer, que ele descreveu como “técnico”, sobre seu pedido de demissão. Mas relatou ter sido “enquadrado” por Temer em outra ocasião, para que interviesse para enviar o caso à Advocacia Geral da União.

Valente aproveitou para enviar um recado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Temer e responsável por arquivar ou levar adiante os pedidos de impeachment contra o presidente da República.

“Arquivar imediatamente uma proposta como essa que tem base jurídica vai demonstrar que há um conluio aqui nesta Casa”, afirmou. (Valor Econômico)