IF Sertão-PE abre processo seletivo simplificado para contratação de professores substitutos com vagas para campus Ouricuri

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) divulgou, nesta segunda-feira (4), o edital nº 63/2017, referente à contratação de Professores Substitutos por meio de seleção simplificada. As inscrições seguem até o dia 11 de dezembro. São 19 vagas disponíveis, distribuídas entre os campi Petrolina, Petrolina Zona Rural, Floresta, Salgueiro, Ouricuri, Serra Talhada e Santa Maria da Boa Vista. A remuneração varia de acordo com a titulação do candidato, podendo chegar a R$ 3.552,08 (para candidatos com especialização).

Há oportunidades disponíveis para as áreas de Sociologia, Informática, Engenharia Civil, Espanhol, Física, Informática, Pedagogia, Química, Tecnologia em Alimentos, Filosofia, Viticultura e Enologia, Desenho Técnico, Construções Rurais e Topografia, Libras, Língua Portuguesa e Inglês.

Para se inscrever, o candidato deve preencher a ficha de inscrição disponível no endereço eletrônico http://concurso.ifsertao- pe.edu.br/copese, pagar a taxa, no valor de R$ 60, e apresentar no dia e horário do sorteio do ponto a documentação necessária (constante no edital) no setor de Gestão de Pessoas do campus escolhido. Quem estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e for membro de “família de baixa renda” pode solicitar isenção da taxa de pagamento até quarta-feira (6).

O Processo Seletivo constará das modalidades de Provas de Desempenho Didático, que serão realizadas nos dias 19 e 20 de dezembro, no campus da vaga desejada, e avaliação dos Títulos, nos dias 21 e 22 de dezembro. O resultado parcial está previsto para o dia 26 de dezembro. Demais dúvidas poderão ser encaminhadas à comissão organizadora por meio do endereço eletrônico concursoifsertaope@gmail.com.

Julgamento de processo contra Ricardo Ramos é adiado mais uma vez no TRF em Recife

Francisco Ricardo Soares Ramos (PSDB) foi condenado no processo de Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa (n° 000348-72.2013.4.05.8309). A sentença foi deferida pela Justiça Federal da 5ª Região / 27ª Vara Federal de Ouricuri em 26 de agosto de 2016. Como se tratava de uma decisão de primeiro grau, o processo coube recurso.

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região marcou para o dia 21 de setembro, como sendo a data para o processo entrar na pauta da sessão do órgão, no entanto, não foi colocado na pauta daquele dia.

O processo estava na pauta da sessão da última quinta-feira (28 de setembro), e após o voto do relator, que negava provimento a apelação, pediu vista o desembargador federal Élio Siqueira Filho. Aguarda o desembargador federal Leonardo Resende.

Participaram do julgamento excelentíssimos senhores: Desembargador federal Leonardo Resende Martins (conv. Desembargador federal Roberto Machado), Desembargador federal Alexandre Luna Freire e Desembargador federal Élio Wanderley de Siqueira Filho.

Após esse pedido de vista, a expectativa é que esse processo volte na pauta da próxima sessão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região.

Campus Ouricuri divulga resultado preliminar do Processo Seletivo Complementar

A comissão do Processo Seletivo Complementar do campus Ouricuri do IF Sertão-PE divulgou, nesta quinta-feira (28), o resultado preliminar do Processo Seletivo Complementar, referente ao Edital nº 07/2017.
Os candidatos interessados podem interpor recursos no período de 24 horas, a partir desta publicação. Os recursos podem ser interpostos através do mesmo sistema de inscrição. Outras informações pelo site www.ifsertao-pe.edu.br

IF Sertão-PE informa sobre documentos necessários para inscrição em Processo Seletivo

O Processo Seletivo (PS) 2018 para os cursos técnicos do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) está se aproximando. A previsão é que o edital seja lançado no início de outubro, com vagas para os sete campi da instituição (Petrolina, Petrolina Zona Rural, Floresta, Salgueiro, Ouricuri, Santa Maria da Boa Vista e Serra Talhada). Para esclarecer os candidatos sobre o processo de inscrição, a Comissão Organizadora do certame divulga algumas orientações sobre documentos indispensáveis para participar do PS.

Para se inscrever no Processo Seletivo 2018 do IF Sertão-PE, os estudantes interessados devem necessariamente possuir um documento oficial com foto (como RG, ou Carteira de Habilitação, ou Carteira de Trabalho ou Passaporte) e o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) próprios. Não é possível efetuar a inscrição se o candidato não possuir estes documentos. Também não é possível utilizar documentos de terceiros, como pais ou responsáveis, nem a certidão de nascimento, uma vez que esta não possui foto para identificação.

No dia da prova, o candidato precisará apresentar o documento com foto que utilizou para efetuar a inscrição. Para gerar o boleto de pagamento da taxa de inscrição, é estritamente necessário que o CPF esteja no nome do estudante, caso contrário a inscrição será invalidada. Os interessados que ainda não possuem os documentos necessários devem imediatamente procurar os órgãos responsáveis pela emissão em sua cidade, pois eventualmente o prazo para entrega pode ser longo.

Outro requisito indispensável para efetuar a inscrição no PS2018 é possuir uma conta ativa de e-mail. O correio eletrônico será utilizado para fins de comunicação com o candidato inscrito. Caso ainda não possua, o estudante deverá escolher um provedor e criar sua conta de e-mail. Existem diversos provedores que oferecem o serviço de forma gratuita.

Como solicitar o CPF 

É possível solicitar o CPF pela internet, no site da Receita Federal, caso o candidato já possua título de eleitor. Nesse caso, a emissão do documento é gratuita. Órgãos como Correios, Caixa Econômica e Banco do Brasil também emitem CPF, com a cobrança de uma taxa de R$ 7.

Como solicitar o RG

A emissão da carteira de identidade (RG), em Pernambuco, é feita pelo Instituto Tavares Buril. Estudantes que residem em cidades que contam com o Expresso Cidadão podem solicitar o RG neste local. Moradores de outras cidades podem consultar no site do Instituto Tavares Buril os postos de atendimento em suas localidades.

Em caso de dúvidas, os candidatos poderão consultar a Comissão Organizadora do Processo Seletivo 2018 por meio do endereço eletrônico selecao@ifsertao-pe.edu.br ou pela página do Facebook da Institutição.

Julgamento do processo referente a “Carnaval Fora de Época” em Ouricuri contra Ricardo Ramos será em 21 de setembro

Francisco Ricardo Soares Ramos (PSDB) foi condenado no processo de Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa (n° 000348-72.2013.4.05.8309). A sentença foi deferida pela Justiça Federal da 5ª Região / 27ª Vara Federal de Ouricuri em 26 de agosto de 2016. Como se tratava de uma decisão de primeiro grau, o processo coube recurso.

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região marcou para o dia 21 de setembro, como sendo a data para o processo entrar na pauta da sessão do órgão. Se condenado em segunda instância, o ex-prefeito que foi reconduzido ao posto nas eleições de 2016 poderá ser afastado de suas funções administrativas do poder público municipal.

Essa ação foi impetrada na justiça pelo município de Ouricuri e pelo Ministério Público (MP).

Senado inicia processo de julgamento de impeachment de Dilma esta semana

d35d9a022765fd2ed00e8a0286528a44Quase nove meses depois de o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) autorizar a abertura do processo de impeachment, o Senado inicia nesta quinta-feira (25) o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff.

A primeira etapa do julgamento será o depoimento das testemunhas escolhidas pelos autores da denúncia, os juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, e pela defesa de Dilma, capitaneada pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo.

Ao todo, são oito testemunhas. Duas foram arroladas pela acusação: o procurador Júlio Marcello de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), e o auditor de fiscalização do TCU Antônio Carlos Costa D’ávila.

Já a defesa listou seis testemunhas, número máximo permitido: o ex-ministro do Planejamento Nelson Barbosa, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa, o ex-secretário de Política de Investimento da Casa Civil Gilson Bittencourt e o professor de Direito Geraldo Prado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A previsão do Supremo Tribunal Federal (STF) é dar início aos depoimentos das testemunhas na quinta e encerrar a etapa na sexta-feira (26). No entanto, não está descartada a hipótese de o interrogatório das testemunhas avançar pelo final de semana.

Na segunda-feira (29), será a vez do depoimento de Dilma Rousseff, que já confirmou, via assessoria, que comparecerá ao plenário do Senado.

Ainda segundo o cronograma, o julgamento deverá ser concluído na terça-feira (30) da próxima semana. (veja a programação prevista aqui). (Do G1)

Renan afirma que não vai acelerar nem retardar impeachment no Senado

presidente-do-senado-assegurou-que-respeitara-todos-os-prazos-legaisO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para esta terça-feira (19) a leitura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após o ato, Renan dará um prazo de 48 horas para que os partidos indiquem os integrantes da Comissão Especial do impedimento.

Após a publicação da leitura do projeto de decreto legislativo, o segundo passo é a indicação, pelos líderes partidários, de 42 nomes – 21 titulares e 21 suplentes -, conforme a proporcionalidade dos partidos ou dos blocos partidários que integrarão a comissão especial responsável por analisar o processo.

O presidente do Senado já assegurou que não vai acelerar nem retardar o processo e respeitará todos os prazos legais, especialmente os prazos de defesa do Executivo. Renan tem argumentado que não quer correr o risco de judicialização do processo.

Nessa segunda-feira (18), Renan recebeu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Às 18h, o presidente do Senado discute com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para discutir o calendário. “Vou me pautar pela isenção e sobriedade. O processo não vai andar tão rápido que pareça atropelo nem tão devagar que pareça procrastinação”, afirmou Renan.

Abaixo, o calendário do processo no Senado, conforme o Jornal do Brasil antecipou na última quinta-feira (14):

18/4 – Recebimento da autorização dada pela Câmara dos Deputados;

19/4 – Leitura da autorização da CD e eleição Comissão Especial (CE);

20/4 – Instalação da Comissão Especial (CE);

5/5 – Termina prazo de 10 dias para parecer da Comissão Especial;

6/5 – Leitura e distribuição do parecer da Comissão Especial;

10/5 – Votação do parecer da Comissão Especial por maioria simples;

10/5 – Expedição da comunicação a CD, Presidência República e STF;

24/5 – Encerra prazo para defesa de 10 dias da presidente;

7/6 – Se não oferecida defesa, nomeação de um defensor com mesmo prazo;

8/8 – Instrução do processo perante a Comissão Especial;

22/8 – Fim do prazo para alegações finais de ambas as partes;

24/8 – Votação do parecer no âmbito da Comissão Especial;

25/8 – Leitura do parecer da Comissão no Plenário do SF;

30/8 – Votação do parecer conclusivo em plenário – Pronúncia para Julgamento;

31/8 –  Confirmada a decisão pela procedência da acusação, realiza-se a pronúncia do denunciado e intima-se o denunciante  para oferecer libelo acusatório e indicar testemunhas;

2/9 – Prazo para libelo acusatório a ser oferecido pelo denunciante;

8/9 – Prazo para o denunciado para opor-se ao libelo acusatório e indicar testemunhas;

8/9 – Encaminhamento dos autos ao Presidente do STF designando data de julgamento;

21/9 – Julgamento definitivo pelo plenário do Senado Federal. (Do Jornal Brasil).

Câmara aprova abertura do processo de impeachment contra Dilma

601823-970x600-1A Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma e agora a bola está com o Senado. O voto decisivo saiu tarde da noite de domingo (17), mas, desde mais cedo, o governo sabia que o risco de derrota era grande.

Teve tumulto, muita traição e teve deputados que aderiram ao time que estava ganhando. De sábado para domingo, o governo adotou uma estratégia, tentou passar otimismo, disse que estava conseguindo virar votos e estava conseguindo conquistar indecisos. Mas, de repente, os indecisos ficaram totalmente decididos.

Antes da votação, governistas tentaram passar esse otimismo, que logo foi embora com a onda de votos favoráveis ao processo de impeachment. E vieram as traições de deputados que foram ministros de Dilma. E traições do PP, do PR, do PSD e até do PDT, que ameaçou intervir nos diretórios estaduais a partir de segunda se deputados votassem contra o impeachment.

A sessão já durava dez horas e ainda faltavam os votos de muitos deputados, mas o clima em plenário já era de fim de votação. Os defensores do impeachment começaram a fazer contagem regressiva quando chegou perto de alcançar os 342 votos necessários para aprovar a abertura do processo.

O deputado Bruno Araújo, do PSDB, daria o voto de número 342 favorável ao impeachment. Ele foi chamado, mas teve que esperar porque começou uma comemoração antecipada.

O deputado tucano anunciou o voto: “Quanta honra o destino me reservou de poder. Quanta honra o destino me reservou de poder da minha voz sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Senhoras e senhores, Pernambuco nunca faltou ao Brasil. Carrego comigo nossas histórias de luta pela liberdade e pela democracia. Por isso eu digo ao Brasil: sim pelo futuro”.

E a oposição continuou comemorando. Durante toda a sessão foi assim: deputados apoiando ou protestando a cada voto. Logo no começo, quando o relator, deputado Jovair Arantes, defendeu a abertura do processo foi aplaudido.

Três partidos votaram em peso contra o impeachment.

“Eu voto não a esse golpe e sim ao Brasil”, votou a deputada do PT Maria do Rosário.

Uma das estratégias anunciadas por articuladores do governo para tentar barrar o impeachment era convencer parte dos indecisos a não vir, já que a oposição – os defensores do impeachment – é que precisava reunir o maior número de deputados para garantir 342 votos. Mas não deu certo: no meio da sessão, o placar mostrava a presença de 511 deputados. Só dois faltaram.

O governo precisava do apoio de 172 deputados, mas sofreu algumas perdas importantes. Inclusive de ex-ministros, como Alfredo Nascimento, que comandou os Transportes. “Meu voto, presidente, eu entendo que não pertence ao governo, não pertence à oposição, não pertence ao meu partido e sequer pertence a mim. O meu voto pertence ao povo do Amazonas. Eu voto sim, presidente”, afirmou o deputado do PR.

Mauro Lopes, do PMDB, que acabou de ser nomeado ministro da Aviação Civil, se licenciou do cargo só para votar no domingo, mas cedeu ao apelo do partido, o PMDB: “Ocupei o cargo de ministro do atual governo e guardarei a gratidão comigo, mas honrando o nosso PMDB com lealdade eu voto sim”.

O voto do deputado Paulo Maluf, do PP, foi um dos mais rápidos. “O meu voto é sim”, disse.

Na hora do voto, muitos defensores da presidente Dilma acusaram um suposto acordo entre o presidente da Câmara e o vice-presidente Michel Temer para assumir o governo.

“A classe trabalhadora está nas ruas, não vai aceitar esse golpe de graça, esse é o golpe contra os pobres. Nós votamos contra o golpe, não ao golpe”, afirmou o deputado João Daniel, do PT de Sergipe.

O voto sim também veio de deputados considerados independentes. “Voto é sim. Nós não queremos confronto, de nenhuma espécie, mas não vamos nos intimidar com ameaças que ouvimos ao longo das semanas. Saberemos enfrenta-las”, votou o deputado Miro Teixeira, do Rede do Rio de Janeiro.

Muitos deputados usaram parte dos dez segundos de fala pra acusar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que responde a uma ação no Supremo Tribunal Federal e é investigado em processo no Conselho de Ética.

“Você é um gangster”, disse o deputado Glauber Braga, do Psol do Rio de Janeiro.

“Senhor presidente, vossa excelência está hoje rindo, mas agora a bola da vez é o senhor. O senhor vai pagar por tudo o que fez. Não à corrupção, não ao dinheiro na conta da Suíça”, disse o deputado José Carlos Araújo, do PR da Bahia.

Cunha saiu da cadeira de presidente da Câmara para votar: “Que Deus tenha misericórdia desta nação, voto sim”.

O clima estava tão quente e o plenário, tão lotado, que teve deputado que preferiu acompanhar os votos dos colegas de fora, perto dos jornalistas.

Lá dentro, o clima foi ficando cada vez mais ruim para quem defendia a presidente.

Já era quase meia noite quando a sessão foi encerrada e o presidente anunciou o placar final, com 367 votos pela abertura do processo impeachment. “Está autorizada a instauração de processo contra a senhora presidente da República”.

Terminada a sessão, assessores da Câmara deixaram o plenário e passaram a noite na Câmara trabalhando para publicar nesta segunda-feira (18) o parecer favorável à abertura de processo de impeachment.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, quer entregar ainda nesta segunda o parecer, mas se não for entregue até o início da sessão, à tarde, a leitura do parecer pode ficar para terça-feira (19). (Do G1).

Eduardo Cunha diz que já vai enviar processo contra Dilma ao Senado nesta segunda (18)

eduardo_cunha-e1453919845680Após a sessão que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite deste domingo (17) que encaminhará o resultado para o Senado já nesta segunda-feira. Ele afirmou que quanto mais o trâmite demorar no Senado, pior. A abertura do processo foi aprovada por um placar de 367 votos a favor e 137 contra. Houve sete abstenções e dois parlamentares estavam ausentes.

“Quanto mais tempo se levar para decidir no Senado, a situação vai piorar, porque o governo sequer tem ministérios. Os ministérios foram demitidos, alguns para votar, outros saíram porque não queriam fazer mais parte da sua base política. A máquina vai parar a partir de amanhã. Então, o Brasil vai parar a partir de amanhã”, disse Cunha no Salão Verde da Câmara.

E continuou: “Então, é importante que esse processo tenha um desfecho com a maior celeridade, qualquer que seja o resultado”. “Amanhã, [vai] para o Senado o mais rápido possível. Eu vou ligar para o presidente Renan [Calheiros], ver se eu consigo combinar um horário para levar até pessoalmente se ele estiver aqui amanhã”, afirmou Cunha.

‘Situação grave’

Ele afirmou ainda que não estava feliz com o resultado. ” Tudo isso é muito triste, é um caso grave, nós, quando autorizamos a abertura, nós falamos isso, não era com nenhuma alegria que a gente estava fazendo isso. E agora o plenário confirmou, depois que a comissão confirmou”, declarou. (Do G1).

Comissão da Câmara aprova processo de impeachment de Dilma

CAMARA IMPEACHMENT

Como já era esperado tanto pelo governo quanto pela oposição, a maioria dos deputados membros da comissão especial do impeachment na Câmara votou nesta segunda-feira (11) a favor do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que defende a abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em uma sessão que durou quase 10 horas, 38 deputados aprovaram o relatório e 27 se manifestaram contrários. O parecer segue agora para votação no plenário da Casa, prevista para começar na próxima sexta-feira (15) e durar entre dois e três dias.

A votação foi realizada na última sessão da comissão especial, que se reuniu dez vezes desde 17 de março, data que o comitê foi instalado. A reunião de hoje teve quórum máximo, com a presença de quase todos os 65 membros titulares, além de dezenas de suplentes e deputados não membros.

Uma curiosidade da sessão foi a postura do presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF). Ele tinha afirmado que só iria se manifestar em caso de empate, mas acabou votando a favor da abertura do processo. Quatro membros titulares da comissão não votaram e foram substituídos por suplentes.

Acusação e defesa

No começo da reunião desta segunda-feira (11), o relator Jovair Arantes (PTB-GO) voltou a defender o conteúdo do seu parecer favorável ao afastamento da presidente. Ele afirmou que o governo “não tem clima” nem “credibilidade e classificou a gestão da petista como “arrogante” e “autoritária”.

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardoso, esteve mais uma vez na comissão para defender a presidente. Segundo ele, não há crime de responsabilidade que justifique o impedimento de Dilma Rousseff e ainda chamou a situação atual de “golpe de abril de 2016”.

 Ao longo da reunião, deputados governistas e de oposição se revezaram no microfone, argumentando pró e contra o impeachment.

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), disse que os defensores de Dilma “serão cúmplices” de uma presidente que causou prejuízo e sofrimento ao Brasil.

O líder do PT, Afonso Florence (PT-BA), afirmou que quem defende o impedimento não terá “sossego” por apoiar a saída de Dilma sem crime de responsabilidade, já que os movimentos sociais a favor do governo não vão aceitar o impeachment.

Como tem ocorrido com frequência, alguns bate-bocas ocorreram na sessão desta segunda. O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi protagonista de um deles, quando discutiu com Orlando Silva (PCdoB-SP) sobre a ordem dos discursos dos líderes de partidos.  (Da UOL)