Shows, bingos, bailes e eventos religiosos são proibidos no município do Cedro-PE

A prefeita do Cedro-PE, Marly Quental, assinou um novo decreto nessa terça-feira, 25, aumentando as restrições para frear a disseminação da variante Ômicron do coronavírus. O documento proíbe, até 3 de março, shows, festas, bingos, bailes e eventos religiosos em todo o município. Proibição vale para espaços públicos e privados, inclusive clubes, hotéis, casas de shows, bares e restaurantes.

Continua permitido o funcionamento de bares, restaurantes e lanchonetes até meia-noite, condicionado à obediência do limite da capacidade de pessoas e apresentação do comprovante de vacinação contra a Covid-19. Também seguem autorizadas pegas de boi e vaquejadas, sem aglomerações e paredões – exceto se usados para locução -, e a prática de esportes nas quadras e ginásios.

MPF questiona valores de shows do São João de Caruaru

sao_joao_caruaruNessa terça-feira (21), o Ministério Público Federal (MPF) em Caruaru instaurou um procedimento para investigar possíveis irregularidades nas festividades de São João do município do Agreste pernambucano.

De acordo com o MPF, a apuração leva em consideração notícias jornalísticas publicadas nos últimos dias, que apontaram que a Prefeitura de Caruaru pagaria valores bem mais altos pelos mesmos shows programados para o São João de Campina Grande, na Paraíba. O levantamento veio a partir de consultas ao Portal da Transparência.

“Foi apontado, por exemplo, que os shows de Wesley Safadão, que se apresentará no mesmo dia nas duas cidades, têm valores de R$ 575 mil em Caruaru e R$ 195 mil em Campina Grande”, exemplifica o órgão em comunicado. Outras duas atrações são citadas: “A banda Aviões do Forró cobrou, na cidade pernambucana e na paraibana, R$ 250 mil e R$ 195 mil, enquanto Elba Ramalho cobrou R$ 190 mil para a apresentação em Caruaru e R$ 160 para a de Campina Grande”.

O Ministério pedirá explicações à Prefeitura Municipal e à Fundação de Cultura de Caruaru em relação ao pagamento dos shows e às fontes dos recursos. Os empresários dos artistas também serão contatados para explicarem a diferença dos cachês cobrados pelas apresentações. O MPF deve receber as justificativas em até 24 horas.

A apuração é uma atuação conjunta do MPF, por intermédio da procuradora da República Natália Lourenço Soares, Ministério Público de Pernambuco e Ministério Público de Contas de Pernambuco. (Do Diario de Pernambuco)